Invasão de algas em praias caribenhas desagrada turistas e preocupa autoridades
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Invasão de algas em praias caribenhas desagrada turistas e preocupa autoridades

População nativa teme que, por exalarem um cheio ruim quando se decompõem, os organismos podem ameaçar o turismo e economia local

Redação Internacional

09 Setembro 2015 | 12h47

As praias de Speyside, na ilha de Tobago, e de Skeete’s Bay, Bathsheba e outras ao sul e leste de Barbados e Cancún têm sofrido com uma verdadeira invasão de bolhas de algas do tipo sargassum neste ano, segundo a revista The Economist. Elas formam, muitas vezes, pilhas que chegam a vários metros de profundidade.

Essas algas exalam um odor de ovo podre quando se decompõem, desagradando turistas que visitam as regiões. A vice-chanceler da Universidade das Índias Ocidentais, Hilary Beckels, diz que o fenômeno é “a maior ameaça à economia caribenha” que ela pode imaginar.

Algas do tipo sargassum exalam um cheiro de ovo podre quando se decompõem, o que pode afastar os turistas da região

Algas do tipo sargassum exalam um cheiro de ovo podre quando se decompõem, o que pode afastar os turistas da região (Foto: Reuters)

Há mais de 100 espécies de algas sargassum. Elas ficam à deriva nas águas cheias de nutrientes do Golfo do México até o Mar Sargasso.

As infestações desses organismos nos paraísos caribenhos se originam no sul, no Atlântico equatorial, entre o Brasil e a Nigéria, e formam aglomerações de até 6 km de comprimento.

Em Barbados, os turistas foram transportados de ônibus das praias do sul para as do oeste.

Biólogos marinhos não estão certos sobre os motivos que levaram essas algas a aparecerem tão longe de suas águas de origem, fato que começou há quatro anos. O aumento da temperatura da água na superfície do oceano, causado pelo aquecimento global, pode ser parcialmente responsável, assim como a escassez de ambientes ricos em nutrientes nas áreas recém-desmatadas da Amazônia.

Até agora, os hotéis do Caribe registraram poucas desistências e cancelamentos por parte dos turistas, mas autoridades da região estão quebrando a cabeça para encontrar uma solução para o problema antes que ele se agrave.

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