Iraque é o país com maior índice de impunidade contra jornalistas
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Iraque é o país com maior índice de impunidade contra jornalistas

Redação Internacional

19 de abril de 2012 | 21h45

Por Paula Carvalho, do estadão.com.br

Iraquianos protestam por justiça após a morte de Hadi al-Mahdi (Karim Kadim/AP)

SÃO PAULO – A organização americana Committee to Protect Journalists (Comitê de Proteção a Jornalistas – CPJ, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira, 17, o relatório ‘Impunity Index‘, que lista os países com maior impunidade em crimes contra jornalistas. Os números são calculados com base no número de assassinatos de jornalistas não esclarecidos em relação ao número de habitantes do país. 

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Brasil é o 11º país mais impune em relação a assassinatos de jornalistas 

O Iraque é o país com maior impunidade: 93 assassinatos não resolvidos e uma população de 32 milhões de habitantes. Em segundo lugar está a Somália, com 11 homicídios não esclarecidos e uma população de 9.3 milhões de pessoas. Em seguida, Filipinas, Sri Lanka e Colômbia completam o ranking dos 5 países mais impunes.

O relatório também traz detalhes de alguns assassinatos em cada país. No Iraque, o locutor de rádio Hadi al-Mahdi foi morto em sua casa em 2011 depois de denunciar um escândalo de corrupção no governo; na Somália,  Abdisalan Sheikh Hassan foi morto depois de cobrir uma sessão turbulenta do Parlamento Federal de Transição.

No México, oitavo colocado do ranking, a rede entre tráfico de drogas e corrupção no governo tem provocado muitas mortes entre jornalistas. Em 2011, a morte de Maria Elizabeth Macías Castro foi o primeiro caso documentado pelo CPJ de ter tido relação direta com denúncias feitas em mídias sociais – o que tem sido feito por cidadãos do país para trocar informações sobre as atividades criminosas no país.

O Brasil, em 11º lugar no ranking, teve 20 crimes contra jornalistas desde 1992. Onze deles têm como principais suspeitos agentes oficiais, outros sete teriam sido mortos por grupos criminosos – como Tim Lopes – um por moradores, e outro de forma desconhecida.

 

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