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Itália: os premiês que renunciaram nos últimos anos

Redação Internacional

13 de fevereiro de 2014 | 18h24

O primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, anunciou nesta quinta-feira, 13, que renunciará amanhã ao cargo após perder apoio de integrantes de seu partido, o Partido Democrático (PD). Nos últimos anos, quatro premiês italianos renunciaram ao cargo sem completar o mandato.

Veja quais foram e os motivos das renúncias:

– fevereiro de 2007: diante das críticas com relação a sua política exterior, o primeiro-ministro e líder da coalizão de centro-esquerda “A União”, Romano Prodi, apresenta sua demissão. O presidente não aceita o pedido.

– janeiro de 2008: Prodi tenta pedir o voto de confiança no Senado, mas perde por ter retirado o apoio ao pequeno grupo de coalizão “O Olivo” e renuncia ao cargo.

– abril de 2008: o presidente italiano, Giorgio Napolitano, convoca eleições e Berlusconi, concorrendo pela coalizão Povo da Liberdade (PDL), vence.

– 2011: “Il Cavaliere”, como ficou conhecido Berlusconi, renuncia ao cargo de premiê após pressão por estar envolvido em escândalos sexuais enquanto o país atravessa uma grande crise econômica.

– novembro de 2011: Napolitano, com o apoio da União Europeia, decide confiar a formação de um novo governo ao tecnocrata Mario Monti. O novo governo não precisou passar por plebiscito porque o que se buscava era garantir a estabilidade econômica no país.

– dezembro de 2011: Monti estabelece medidas de austeridade e reformas para enfrentar a crise econômica, como pedia a UE, mas em dezembro, o PDL de Berlusconi retira o apoio ao governo após o Parlamento aprovar o “pacto de estabilidade”.

– fevereiro de 2013: novas eleições ocorrem e o novo líder do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, Pier Luigi Bersani, vence. No entanto, ele não obteve a quantidade de votos necessária para formar o governo. O humorista Beppe Grillo, do Movimento 5 Estrelas, que havia recebido muitos votos, se recusa a formar uma coalizão, assim, os partidos PD e PDL foram o governo de coalizão, encabeçado por Enrico Letta, de centro-esquerda mas com antecedentes de centro-direita.

– fevereiro de 2014: Nem um ano após assumir como primeiro-ministro, Letta fica sem o apoio de integrantes de seu próprio partido, o PD, e anuncia que renunciará. Deve assumir o cargo o líder do PD, Matteo Renzi.

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