Itens de Margaret Thatcher são leiloados e revelam preferências da ex-primeira-ministra
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Itens de Margaret Thatcher são leiloados e revelam preferências da ex-primeira-ministra

Segundo colaboradores, a política britânica sabia que 'suas decisões de vestuário construiriam sua imagem'

Redação Internacional

27 de novembro de 2015 | 12h58

A “Dama de Ferro” adorava veludo, botões e sapatos de salto, e se preocupava com a imagem de mulher poderosa, afirmam os colaboradores de Margaret Thatcher antes de um leilão de seus bens pessoais.
O secretário particular de Thatcher, Charles Powell, comenta, no catálogo da casa de leilões Christie’s, que a ex-primeira-ministra britânica “sabia que suas decisões de vestuário seriam minuciosamente analisadas e construiriam sua imagem”.

“Sua imagem deveria reforçar o sentimento de que era uma mulher poderosa em um mundo de homens”, completou Powell, que a acompanhou entre 1983 e 1990.

Foto: AFP

Foto: AFP

Roupas, joias, bolsas e um total de 350 itens pessoais de Thatcher (1925-2013) serão leiloados em Londres em 15 dezembro. Grande parte, 200 itens, será colocada à venda na internet a partir do dia 3 de dezembro e ficará disponível até o dia 16.

A vaidade de Thatcher chegou a incomodar o serviço secreto russo no dia em que ela desembarcou em Moscou e um de seus seguranças tinha algo volumoso no bolso do paletó, o que levou os agentes soviéticos a pensar que ele carregava uma arma de grande calibre: na verdade eram os sapatos de salto alto da primeira-ministra, que ela calçou ao entrar no Kremlin, depois de retirar as botas de couro.

“Detestava calças”, conta Cynthia Crawford, uma assistente pessoal. “A única vez que vestiu uma foi para descer uma mina”.

Thatcher, cuja mãe era costureira e o pai vendedor de loja, tinha um fraco por botões e Crawford comprava a peça constantemente, em todas as cidades do mundo.

Durante as viagens, ela gostava que a cor dos vestidos representasse uma mensagem: na Polônia, o verde que representava a esperança; em Israel, vestidos azul celeste e branco, como a bandeira.

A fiel assistente anotava em um diário os figurinos para que a primeira-ministra não usasse duas vezes seguida a mesma roupa, sobretudo nas sessões do Parlamento exibidas na TV.

A respeito das bolsas, “deveriam ser suficientemente grande para conter pó facial, um batom, um pente e um pequeno caderno com uma caneta ou uma folha de tamanho A4”. /AFP