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Japão adere ao rosa ‘sakura’ na época das flores de cerejeiras

Organização Nacional de Turismo confirmou início do pleno esplendor do florescimento; fenômeno aumenta em mais de 40% a incidência de turistas no país nos meses de março e abril

Redação Internacional

01 Abril 2016 | 13h09

O Japão volta a se colorir de rosa com a época da “sakura”, a flor de cerejeira, quando milhares de japoneses e turistas aproveitam o fenômeno em parques, avenidas e templos enquanto a cor dessas flores tinge desde as vitrines de lojas até as latas de cerveja.

Embora a Agência Meteorológica do Japão tenha anunciado no dia 21 de março que as cerejeiras começavam a florescer no templo Yasukuni de Tóquio, o que marca o início da “sakura” na metrópole, a Organização Nacional de Turismo (JNTO) estabeleceu que o pleno esplendor do florescimento foi iniciado na quinta-feira, 31.

Parques como o de Ueno, onde 1,2 mil cerejeiras se abrem em uma explosão de cor, e o de Hibiya receberam muitos visitantes que passeavam e faziam piqueniques debaixo das árvores na quinta-feira.

“As cerejeiras são formosas, um símbolo do Japão. Desde pequena vou ao parque para praticar o ‘hanami’ – contemplar as flores das cerejeiras enquanto come ou bebe”, explicou Ayako Sakai, de 34 anos, que duas vezes por semana come e passeia com as colegas de trabalho sob as cerejeiras durante o fenômeno.

Mas os japoneses não são os únicos que se sentem atraídos por esse fenômeno da primavera. Cada vez mais turistas viajam ao país durante os meses de março e abril para ver o fenômeno. Em 2015, mais de 1,5 milhão de estrangeiros desembarcaram no Japão em março e mais de 1,7 milhão visitaram o país em abril, o que representa um aumento de 45,3% e 43,3%, respectivamente, em relação ao ano anterior, segundo dados da JNTO.

O “hanami”, com o qual tradicionalmente se realizava a colheita de Ano Novo e o começo da época do plantio do arroz, era originalmente uma prática limitada à nobreza japonesa, que se popularizou no período Edo (1603-1867) e trouxe consigo uma reinvenção do fenômeno.

A fascinação dos japoneses pelas cerejeiras é tanta que existem diversos meios na internet de acompanhar a temporada da “sakura”, desde o momento e lugar que aparecem as primeiras pétalas até o efeito da pressão atmosférica nas delicadas flores – que costumam viver apenas duas semanas.

Além de ser um fenômeno cultural, a “sakura” é um incentivo para o comércio e o setor hoteleiro, que aproveitam a época para lucrar com produtos exclusivos para a ocasião. Os hotéis oferecem pacotes especiais, os restaurantes disponibilizam cardápios com a cor das flores das cerejeiras e os supermercados vendem caixas de comida e doces tradicionais para os piqueniques. / EFE

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