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Japoneses fogem da licença paternidade

Marcelo de Moraes

06 de abril de 2010 | 01h00

De cada cem novos pais japoneses, apenas um toma a licença paternidade garantida por lei. Em Bunkyo, um dos distritos de Tóquio, não existe sequer um registro de que algum funcionário público da administração atual tenha, alguma vez, se licenciado de seu cargo por causa de um filho recém-nascido. Tudo isso num país que garante ao pai o direito de licenciar-se do cargo por mais de um ano depois do nascimento de um filho.

O apego ao trabalho e o aparente desdém pela paternidade são reflexos da cultura de um país que envelhece e cuja população deve encolher um quarto nos próximos 50 anos. Por tudo isso, o anúncio feito esta semana pelo prefeito de Bunkyo, Hironobu Narisawa, de que se afastará do cargo por duas semanas surpreendeu o Japão. Ele disse esperar que seu gesto encoraje outros novos pais japoneses a fazer o mesmo.

Ainda assim, Narisawa disse que não se desligará completamente do trabalho. Ele continuará disponível para casos de emergência e fará a primeira exceção à licença na próxima terça-feira, quando tem agendada uma reunião com os vereadores locais.

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