Jornal alemão diz que reconhecerá gol de final da Copa de 1966 se Reino Unido ficar na UE
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Jornal alemão diz que reconhecerá gol de final da Copa de 1966 se Reino Unido ficar na UE

Publicação prometeu ainda ‘acabar com as piadas sobre as orelhas do príncipe Charles’ e que a Alemanha 'jogará sem goleiro na próxima decisão por pênaltis'

Redação Internacional

23 Junho 2016 | 10h45

BERLIM – O jornal alemão Bild pediu nesta quinta-feira, 23, aos britânicos que votem a favor da permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), e prometeu “acabar com as piadas sobre as orelhas do príncipe Charles” e “reconhecer o gol de Wembley” da final da Copa do Mundo de 1966.

“Queridos britânicos, se permanecerem na União Europeia, reconheceremos o gol de Wembley”, afirma o jornal alemão, com direito a uma foto do polêmico gol do atacante inglês Geoffrey Hurst.

Capa do jornal alemão Bild desta quinta-feira, que promete reconhecer gol da Copa do Mundo de 1966

Capa do jornal alemão Bild desta quinta-feira, que promete reconhecer gol da Copa do Mundo de 1966 (Foto: Reprodução / Twitter)

Na final da Copa do Mundo de 1966 entre Inglaterra e Alemanha Ocidental, um chute de Hurst bateu na trave e perto da linha do gol, o que empatou a partida em 2 a 2 no último minuto de jogo. Na prorrogação, os ingleses marcaram mais duas vezes e venceram por 4 a 2, conquistando seu único título mundial.

Até hoje os alemães consideram que a bola, símbolo da rivalidade esportiva entre o país e a Inglaterra, não superou a linha do gol.

Além de parar de questionar o gol, o Bild também afirmou que o país “jogará sem goleiro na próxima decisão por pênaltis para deixar a disputa mais emocionante” e “oferecerá um vilão para os próximos filmes de James Bond”, caso o Reino Unido permaneça no bloco europeu.

O jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung também fez referência ao gol de Wembley na edição desta quinta-feira, ao publicar a foto da bola ainda no ar com a pergunta: “Dentro ou fora?”. /AFP