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Lei de imigração gera debate sobre crimes raciais no Arizona

Luiz Raatz

26 de julho de 2010 | 16h37

Juan Varela, um americano de ascendência mexicana de 44 anos, foi morto em frente à sua casa por um vizinho, no mês passado. Seu irmão, que testemunhou o crime, diz que o suspeito, Gary Kelley, branco, gritava ‘volte para o México’, na hora do crime. Pessoas próximas ao acusado, no entanto, dizem que ele nunca havia apresentado um comportamento racista.

Segundo o Los Angeles Times, a procuradoria do condado agregou à acusação de homicídio duplamente qualificado uma outra de crime de ódio.

Para a polícia do Arizona, isto é uma amostra de como os incidentes no Estado passarão a ser vistos sob o prisma da nova lei SB 1070, que endurece as regras de imigração.

“Quando isto aconteceu todo mundo disse que era sobre a lei”, disse Tommy Thompson, porta-voz da polícia de Phoenix sobre o crime.

Segundo o jornal, a polícia estadual ainda estuda como fazer para lidar com o problema. A nova postura prevista pela lei, de empurrar imigrantes ilegais para fora do Estado, pode gerar um efeito psicológico em imigrantes legalizados, como a família Varela, de que eles também não seriam bem-vindos.

De acordo com a polícia, Kelley disse em juízo não ser racista de nenhuma maneira. “Amo todas as pessoas, brancas, negras ou hispânicas”, afirmou.

Para Lydia Guzman, uma proeminente ativista pelo direitos dos imigrantes disse que as entidades do ramo estão atentas à situação. “Esse cara não foi morto por ser latino. Temos de ser extremamente cautelosos”.

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