Leis matrimoniais do EI preveem explosivos e armas como presente para noivas
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Leis matrimoniais do EI preveem explosivos e armas como presente para noivas

Para Fátima, uma nigeriana, seu marido Abu Said prometeu compensá-la com uma submetralhadora Kalashnikov, em caso de separação ou de sua morte

Redação Internacional

21 de setembro de 2016 | 18h43

Os contratos matrimoniais do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que foram descobertos pelas forças do Governo de Unidade Líbio (GNA), na cidade líbia de Sirte, revelaram que as mulheres recebiam explosivos e armas como dote ao se casar.

Os documentos, publicados pelo centro de imprensa das forças do governo da Líbia no Facebook, incluíam contratos matrimoniais e julgamentos de divórcio, os quais não tinham nomes, nem documentos de identidade.

Um exemplo foi o casamento realizado no dia 31 de novembro, em que Abu Mansur, um tunisiano nascido em 1977, se uniu a uma nigeriana chamada Miriam, na presença de testemunhas do Sudão e do Mali.

Ao contrário das leis islâmicas, Mansur não teve de pagar um dote, mas prometeu dar uma compensação em caso de morte ou divórcio, que corresponderia a um cinturão de explosivos.

Para Fátima, uma nigeriana, seu marido Abu Said prometeu compensá-la com uma submetralhadora Kalashnikov, em caso de separação ou de sua morte.

Desde que o grupo ocupou a localidade, em junho de 2015, a bandeira dos extremistas tremula nos edifícios públicos ocupado por eles para impor um reinado de terror com execuções e outras atrocidades. / AFP

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