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Contra protestos, líderes árabes oferecem dinheiro e comida de graça

João Coscelli

15 de fevereiro de 2011 | 15h35

Temendo o efeito das manifestações em massa que derrubaram ditaduras na Tunísia e no Egito, líderes árabes estão se adotando e reformas para evitar que os protestos “contaminem” seus países. Entre as medidas, estão a distribuição de renda e de comida grátis para a população.

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No Kuwait,  segundo a Al-Jazira, o governo anunciou a distribuição de US$ 14 bilhões em comida grátis por 14 meses.  Cada um dos 1,12 milhão de habitantes do país receberá  também US$ 3,5 mil .  Além disso, ministro do Interior, o xeque Jaber al-Khaled al-Sabah, foi destituído pelo governo do emirado em razão de denúncias contra suas práticas antidemocráticas. A medida fez com que os protestos marcados para o dia 8 de fevereiro fossem adiados para 8 de março. O grupo por trás da organização das manifestações afirmou que o movimento nada tem a ver com as revoltas nos outros países da região.

O governo do Marrocos, onde há manifestações marcadas para o próximo dia 20, anunciou que injetará um valor equivalente a US$ 1,8 bilhão para conter o aumento do preço dos alimentos, motivo que foi o estopim para as marchas na Tunísia e na Argélia. O primeiro-ministro marroquino, Abbas el-Fasi, também já se reuniu com representantes dos partidos aliados ao governo e da oposição para debater projetos de lei e melhorias nos serviços públicos.

As medidas preventivas, no entanto, não funcionaram no Bahrein, onde o rei Hamad Bin Isa al-Khalifa ordenou no fim da semana passada que cada família bahrenita recebesse uma quantia equivalente a US$ 2,650 mil. Na última segunda, a população foi às ruas protestar contra seu governo e duas pessoas morreram.

Manifestações também ocorreram na Cisjrdânia, embora os atos não tenham tido maiores dimensões. Ainda assim, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, anunciou a realização de eleições municipais, dissolveu o gabinete e, posteriormente, convocou para setembro eleições legislativas e para a presidência.

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