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Live Blogging – PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE AMERICANO BARACK OBAMA SOBRE O ORIENTE MÉDIO

Redação Internacional

19 de maio de 2011 | 12h32

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fala nesta quinta-feira, 19, no Departamento de Estado, em Washington. Na pauta do pronunciamento estão as revoltas no mundo árabe, que derrubaram dois líderes da região – o presidente egípcio Hosni Mubarak e Ben Ali, da Tunísia.

Como informa o correspondente Gustavo Chacra, que está em Nova York, Obama buscará delinear a política dos EUA para a região. À véspera de um encontro marcado com o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, na Casa Branca, o líder americano deve abordar o conflito entre israelenses e palestinos em seu discurso, mas sem se aprofundar.

Leia a respeito do discurso de Obama (veja mais abaixo destaques durante o discurso).

14h20: Leia no blog do correspondente Gustavo Chacra, em Nova York: Obama finalmente define sua paz para Israel e palestinos

14h06: O discurso de Obama sobre o norte da África e o Oriente Médio deixou de fora a Arábia Saudita, aliado dos Estados Unidos na região.  Não houve qualquer menção ao país ao longo do pronunciamento. Ele disse também que o futuro dos Estados Unidos passa pelo Oriente Médio, mostrando a disposição norte-americana em interferir na região. Obama foi também duro com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, ao dizer que ele pode liderar a transição para a democracia ou deixar o poder. E o presidente dos EUA também defendeu a criação de um Estado palestino, desmilitarizado e nas fronteiras de 1967, pré-Guerra dos Seis Dias, algo histórico.

Acompanhe aqui os destaques do discurso de Obama,
programado para começar às 12h40 (horário de Brasília)

Assista ao vivo:

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13h59: Obama conclui o discurso.

13h53: O presidente diz que apoia a criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967, algo histórico. Obama diz também que apoia um Estado palestino “desmilitarizado”.

13h49: “O mundo não vê nada além de estagnação”, diz Obama. “Eu discordo”.

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13h48: O presidente americano menciona o conflito entre israelenses e palestinos. Ele fala da política israelense de seguir com a construção de assentamentos, que critica: “O sonho de um Estado judaico democrático não poderá ser alcançado com uma ocupação permanente”. Diz também que palestinos precisam reconhecer o direito de Israel de existir.

13h42: Obama fala de planos de ajuda para a região, como era esperado. “Pedimos ao World Bank (Banco Mundial) e ao Fundo Monetário Internacional que apresentassem na próxima semana um plano para modernizar as economias da Tunísia e do Egito”. Gustavo Chacra, de Nova York: “Obama anuncia uma espécie de plano Marshall para Egito e Tunísia. Poderia até ter dado um nome, como plano Hillary, algo assim”.

13h38: Barack Obama: “a região nunca vai alcançar seu potencial enquanto mais da metade de sua população não pode atingir o próprio potencial”.

13h38: “Vamos nos opor à tentativa de qualquer um de restringir os direitos dos outros”, diz o presidente americano. Ao longo do discurso Obama já foi aplaudido três vezes.

13h36: De Nova York, Gustavo Chacra escreve: “Obama não pode perder a chance de criticar a Arábia Saudita. Este país é o mais odiado entre os jovens árabes. Mais do que Israel, EUA e Irã”.

13h34: Ainda falando da Síria, Obama diz que até o momento a Síria tem seguido o Irã, chamando o regime iraniano de “hipócrita” ao “apoiar os protestos e oprimir seus cidadãos”.

13h32: O presidente da Síria, Bashar al-Assad, aparece no discurso de Obama. Ele diz que Assad tem a escolha de liderar a transição para a democracia ou deixar o poder. “Caso contrário, ficará isolado”, diz.

13h30: O presidente menciona a Líbia, dizendo se tratar do “mais grave exemplo”. Obama diz que o presidente líbio Muamar Kadafi declarou guerra contra seu próprio povo.

13h29: Obama: “Haverá perigos, mas após décadas aceitando as coisas como elas estão, poderemos buscar as coisas como elas  deveriam ser”. Logo antes, o presidente americano disse que será a política dos EUA “promover reformas e apoiar transições para a democracia”

13h26: “Os povos da região conseguiram mais em seis meses do que os terroristas alcançaram em décadas”, diz o presidente.

13h25: “Não vamos tolerar agressões, vamos manter nossos compromissos com amigos e parceiros”, diz Obama, sem mencionar nomes de países.

13h24: De Nova York, Gustavo Chacra escreve: “Obama cita manifestantes na Tunísia, Líbia, Síria, Egito e Iêmen. E o Bahrein? E a Jordânia? Dois pesos e duas medidas, até agora”.

13h21: “Os eventos dos últimos seis meses mostram que estratégias de opressão não vão mais funcionar”, diz Obama. Ele menciona positivamente o Brasil ao lado de outros países, como Índia e Indonésia, como bons exemplos.

13h19: De Nova York, Gustavo Chacra escreve: “Obama, com habilidade, começa discurso falando de Bin Laden, sua grande vitória até agora. Também já falou de Iraque e do Afeganistão”.

13h18: Obama: “Fomos testemunhas de mudanças extraordinárias acontecendo no Oriente Médio e no norte da África”

13h17: Obama: “Bin Laden não era um mártir, ele era um assassino em massa, que transmitia uma mensagem de ódio”. Ele também disse que o ex-líder da Al-Qaeda rejeitava os valores da democracia.

videoTV Estadão: Assista, em inglês, aos primeiros minutos do discurso

13h15: Obama: “País a país, o povo exigiu seus direitos. Dois líderes caíram. Mais poderá acontecer”. Ele faz referência a Mubarak, do Egito, e Ben Ali, da Tunísia.

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13h14: A secretária de Estado anuncia o presidente Obama, que entra no local.

13h12: A secretária de Estado menciona o “papel indispensável que nosso país (os EUA) podem e devem ter no país”

13h11: Hillary Clinton diz que manifestações passaram a políticas na região.

13h09: A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, entrou no local onde Obama fará o discurso. Ela vai apresentar o presidente.

13h07: Obama falará sobre o Oriente Médio, como fez em 2009 no Cairo, quando visitou o Egito. Na época, o presidente Hosni Mubarak ainda estava no poder. Leia a íntegra do discurso de 2009 no Cairo.

13h06: O discurso do presidente está mais de 25 minutos atrasado. Acredita-se que Obama deva estar fazendo ajustes na fala.

13h00: Segundo a imprensa internacional, o discurso de Obama deve levar entre 45 e 50 minutos.

12h58: A fala de Obama ainda não começou. O presidente americano se encontra na sexta-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O processo de paz com os palestinos deve ser mencionado no discurso.

12h55: O discurso de Obama está atrasado há 15 minutos. O correspondente Gustavo Chacra, que está em Nova York, diz que a Casa Branca não adiantou aos jornalistas locais o conteúdo do pronunciamento, como é feito normalmente.

12h48: Os protestos no norte da África e no Oriente Médio serão o principal tema do discurso de Obama.

Veja também:
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Especial: A revolta que abalou o Oriente Médio
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A lenta agonia de Hosni Mubarak

12h42: Imagens diretamente do Departamento de Estado mostram as preparações para o discurso de Obama, que ainda não começou. O local está cheio.

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