Live blogging: Protestos no mundo árabe
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Live blogging: Protestos no mundo árabe

Redação Internacional

17 de fevereiro de 2011 | 11h02

A violência voltou a tomar conta de países do Oriente Médio desde a quinta-feira, 17. Protestos por abertura política no Bahrein, na Líbia e no Iêmen foram duramente reprimidos pelas forças de segurança.  Nos últimos três dias,  a situação tornou-se  crítica na Líbia, onde a violência contra manifestantes cresceu, deixando centenas de mortos. O ditador Muamar Kadafi usou caças da Força Aérea para atacar manifestantes. Acompanhe aqui no Radar Global os desdobramentos da crise:

22h21 – O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) afirmou que está se preparando para uma onda de refugiados após os dias de violência na Líbia. Só a Tunísia, vizinho a oeste, já recebeu 4.500 pessoas.

22h02 – Veja aqui um resumo do que aconteceu nas revoltas do mundo islâmico nesta terça-feira.

21h41 – O Peru suspendeu todos os laços diplomáticos com a Líbia “até que a violência contra o povo acabe”.

21h30 – Abdul Fatah Younes, o mesmo ministro do Interior que desertou e pediu aos militares que se unam aos protestos, afirmou que a vitória da população é “uma questão dias, ou até mesmo horas”.

20h40 – Mais informações sobre o comunicado do Conselho de Segurança da ONU:

O Conselho pediu que o governo “assuma suas responsabilidades e proteja o povo líbio”, aja com moderação e respeite os direitos humanos e as leis humanitárias internacionais.

Aprovado por todos os 15 membros do Conselho, o comunicado expressa “graves preocupações” com a situação no país do norte da África e condenou a violência contra os civis. O órgão pediu “o fim imediato da violência” e medidas para atender às legítimas demandas do povo líbio.

20h11 – O Conselho de Segurança da ONU condenou o uso da violência na Líbia. Mais informações em breve.

19h43 – Mais do Ministro do Interior, que renunciou há pouco:

“O discurso de Kadafi foi bastante claro para qualquer um que tenha um cérebro. Ele é nervoso, teimoso. Kadafi não sairá. Ele vai se matar ou ser morto. Não desejo esse fim para ele”.

19h35 – Está circulando na internet uma notícia sobre uma dissertação da London School of Economics de autoria de Saif Kadafi, filho do líder líbio. No texto, Said discute “como criar instituições de governo mais justas e democráticas por meio de um sistema de decisões coletivas envolvendo o governo, a sociedade e o setor privado”. Exatamente o oposto do que ocorre na Líbia. Veja mais aqui.

19h00 – Na embaixada líbia da Suécia, os manifestantes que realizavam um ato em frente à representação substiruíram a bandeira do atual regime de Kadafi pela bandeira da monarquia, anterior à tomada do poder por parte do coronel.

18h43: Hillary Clinton voltou a pedir o fim da ‘carnificina desnecessária’ na Líbia e pediu que o governo respeite os direitos humanos da população.

17h36: O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, amigo pessoal de Kadafi, telefonou ao líder líbio. O italiano teria pedido ao coronel que encontrasse uma solução pacífica para a crise na Líbia.

Enquanto isso, a ilha de Lampedusa, no sul da Itália, recebeu 250 imigrantes procedentes do norte da África. As revoltas no Egito, na Líbia e principalmente Tunísia causaram um êxodo em direção ao sul italiano.

17h05: De acordo com a Al-Jazira, o ministro do Interior, Abdul Fatah Younes al-Obiedi, renunciou ao cargo e passou a apoiar os manifestantes. Ele pediu que o Exército se junto aos protestos.  Al-Obiedi seria o número dois na hierarquia do governo líbio.

16h57: O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, declarou sua solidariedade ao ditador líbio, Muamar Kadafi. Segundo ele, a Líbia vive momentos de tensão, com saques e destruição. “É terrível. Momentos difíceis assim colocam a lealdade à prova”, disse.

15h51:  O Conselho de Segurança da ONU deve emitir um comunicado sobre a crise na Líbia. Os 15 membros do grupo se reunirão a portas fechadas ainda hoje. A Liga Árabe decidiu suspender a Líbia de suas reuniões.

14h38 No Bahrein, já são 100 mil nas ruas contra a monarquia. O país tem apenas 800 mil habitantes.

14h06: Continuaremos acompanhando os principais pontos do discurso do ditador

13h54: O discurso de Kadafi já tem quase uma hora de duração. “Podem protestar sobre Gaza, mas não sobre temas da Líbia”

13h52: O ditador volta a atacar os manifestantes: “Vocês conhecem alguém decente que participam disso? São todos bêbados e drogados”

13h44:” Há diferenças entre manifestações pacíficas e tentativas de cindir o país em dois. Eu mesmo participei de manifestações pacíficas na juventude”

13:39: O ditador líbio argumenta que em sua ‘república das massas’ todo o poder pertence ao povo. Segundo ele, seu filho Saif se encontrará com intelectuais e jovens para ouvir as demandas da população

13h33: Kadafi pede às mães dos manifestantes que os entreguem ao estado para ‘desintoxicação’

13h32: Kadafi lê o código penal líbio no ar e diz que as manifestações são passíveis de pena de morte

13h27: Kadafi: “Os jornalistas seguem as ordem de Osama bin laden e Ayman Al-Zawahiri e converterão a Líbia em algo pior que o Afeganistão”

13h25: Kadafi pede que as pessoas que o amam e o apoiam saiam às ruas em lealdade a ele

13h22: “As barricadas devem ser levantadas. Estaremos em Benghazi”, diz Kadafi

13h19:   De acordo com Kadafi, devido ao fato dele não ter o cargo formal de presidente, não há como ele renunciar a nada. No papel, a Líbia é uma ‘república das massas’. Na prática, uma ditadura sangrenta

13h06:  “Um pequeno grupo de pessoas doentes está traficando armas para jovens que pretendem copiar os eventos da Tunísia e do Egito” , diz Kadafi

13h03: Não deixarei a Líbia. Morrerei aqui como um mártir”, afirma Kadafi

13h00:  ‘Não tenho intenção de renunciar, sou um lutador’, diz o ditador líbio

12h59: “Este é o meu país e o de meus irmãos. Irrigamos seu solo com sangue. A Líbia se tornou um país do qual devem se orgulhar”

12h58: Kadafi começa a falar na TV estatal

11h52: Ainda segundo a Al-Arabya, Kadafi deve anunciar novos governos provinciais, com orçamentos independentes

11h40: Oposicionistas dizem ter tomado o controle da cidade de Tobruk, no leste da Líbia. Al-Bayda e Benghazi já estariam nas mãos de manifestantes e de oficiais sublevados do Exército e da polícia

11h38: De acordo com a TV estatal líbia, Kadafi deve anunciar ‘grandes reformas’ no pronunciamento de hoje.

11h11: O ditador Muamar Kadafi deve fazer um novo pronunciamento na TV, disse a agência AFP

10h31: Os países produtores de petróleo estão reunidos informalmente em Riad, na Arábia Saudita, para discutir o aumento do preço da commodity em virtude da crise na Líbia. Ontem o barril do tipo brent subiu mais de 5%, a maior alta em dois anos. A Itália, principal destino do petróleo líbio, disse ter reservas do combustível para mais três meses e de gás para apenas 30 dias.

10h23: A Liga Árabe deve fazer uma reunião de emergência sobre a crise líbia hoje ao meia dia, horário de Brasília.

10h16: Segue uma contribuição do meu colega Daniel Gonzales, editor da primeira página do estadão.com.br, sobre a capacidade da Força Aérea Líbia:

Os dois caças franceses Mirage F1 que foram conduzidos a Malta por pilotos desertores da Força Aérea Líbia nesta segunda-feira tinham sido recentemente reformados pela Dassault, indústria fabricante dos jatos, após um contrato firmado com o governo de Muamar Kadafi em 2005.

Na ocasião, Kadafi, em visita a Paris, assinou um acordo com o presidente francês Nicolas Sarkozy que autorizava a recuperação de 12 dos 38 Mirage F1 líbios, além de anunciar a intenção de compra de outras aeronaves – inclusive caças Rafale, de última geração, também da Dassault -, equipamentos militares e até um reator nuclear.

Após 12 anos sem voar, parados em solo por conta de sanções da ONU que impediram a compra de suprimentos e peças para manutenção, os Mirage F1 da Líbia passaram por recuperação e modernização no início de 2009, de acordo com a revista inglesa “Air Force Monthly”, especializada em forças aéreas e aviação de ataque.

O acordo envolveu a recuperação de jatos das versões Mirage F1ED (utilizados para defesa aérea, de um lugar, os levados a Malta pelos dois pilotos) e Mirage F1BD, de dois lugares, utilizados para treinamento.

Os Mirage F1 entraram em serviço na Força Aérea Líbia entre o fim da década de 1970 e o início da de 1980. Considerado o sucessor do Mirage III, o F1 foi projetado na década de 1960 e entrou em operação na Força Aérea Francesa em 1973. Kadafi adquiriu da Dassault 38 aeronaves do modelo, em diversas versões, inclusive para ataque ao solo. Não há informações precisas sobre quantos estão operacionais de fato atualmente na Líbia.

A capacidade de ataque ao solo da Força Aérea Líbia é suprida, atualmente, por jatos de fabricação russa, os Sukhoi Su-22 e MiG-23M.

10h07:  A chancelaria iraniana elogiou os protestos na Líbia e pediu que a comunidade internacional intervenha para acabar com a onda de violência no país.

 “As notícias de bombardeios aéreos contra manifestantes e áreas residenciais, junto com os assassinatos em massa, nos causam preocupação e consternação”, disse o porta-voz Ramin Mehmanparast.

Enquanto isto, o filho do líder oposicionista Mehdi Karroubi foi preso em Teerã.

9h57: Em outros países da região com movimentos pró-democracia, as manifestações continuam. No Bahrein, milhares de pessoas voltaram às ruas para pedir a renúncia do rei Hamad al-Khalifa. Mais cedo, o monarca ordenou a libertação de alguns presos políticos para tentar amenizar os protestos. No Iêmen,  os atos chegaram ao 12º dia com ao menos 3 mil pessoas nas ruas. Desde o início das manifestações no país, 11 pessoas morreram.

9h55: O embaixador da Líbia nos Estados Unidos, Ali Aujali, anunciou nesta terça-feira que não representa mais o “regime ditatorial”
de seu país e pediu a saída do líder Muamar Kadafi.    “Eu renuncio a servir ao atual regime ditatorial. Mas nunca renunciarei a servir ao meu povo até que sua voz alcance o mundo todo, até que seus objetivos sejam conquistados”, disse Aujali em entrevista no programa de TV “Good Morning America”, da rede  ABC.    “Estou pedindo que ele (Kadafi) saia e deixe o nosso povo em paz.”

09h39: Um breve resumo do que aconteceu até aqui nesta manhã: Caças da Força Aérea Líbia retomaram ataques contra manifestantes em Trípoli. Há relatos de que mercenários contratados pelo governo Kadafi disparam indiscriminadamente contra pessoas que saem às ruas. Muitos não consegueriam nem recolher os corpos dos mortos de ontem. Enquanto isso, cresce a pressão internacional contra  o ditador. A alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Navy Pillay, pediu uma investigação dos ataques, dizendo que podem ser denunciados como crimes contra a humanidade. O Conselho de Segurança da entidade deve se reunir ainda hoje.

************************ TERÇA-FEIRA, 22 DE FEVEREIRO****************************

22h05 – Kadafi foi à televisão. Em menos de um minuto, ele rebateu ‘rumores maliciosos’ e confirmou que não está na Venezuela ou na França, mas em Trípoli. Veja aqui mais sobre o breve recado do coronel líbio.

21h21 – Saiba um pouco mais sobre as quatro décadas de ditadura na Líbia com esta linha do tempo.

20h54 – Em novo comunicado emitido por Ban Ki-moon, o secretário-geral da ONU se diz “ultrajado” com os relatos de que as autoridades da Líbia teriam atacado os manifestantes com helicópteros e aviões. “Ataques desse tipo constituem sérias violações das leis humanitárias internacionais”, diz Ban na nota.

20h42 – Os rumores de que Kadafi apareceria em breve para falar na televisão estatal surgiram há duas horas, pelo canal al-Arabiya. Já são 1h35 da madrugada na Líbia.

20h36 – A Al-Jazira afirma que o Conselho de Segurança da ONU estuda se reunir em caráter de urgência para discutir a situação na Líbia.

20h07 – Segundo o Guardian, o sultão al-Qassemi, membro do Supremo Conselho dos Emirados Árabes Unidos, publicou no seu Twitter uma informação de que a Al-Jazira (versão árabe) teria veiculado um comunicado do Exército da Líbia convocando os militares a tirar Muamar Kadafi do poder.

20h02 – Saif Kadafi, filho do líder líbio, também negou bombardeios contra os manifestantes. Ele disse que os ataques tiveram como alvo depósitos de munição em área remotas.

Fontes médicas e imagens gravadas por funcionários de hospitais, porém, mostram corpos mutilados aparentemente por explosões. Eles dizem ter recebido centenas de mortos e feridos a bala nesta segunda.

19h56 – Mais informações sobre as declarações de Hillary Clinton sobre a Líbia aqui. Obama segue sem se pronunciar sobre a situação no país.

19h40 – Há informações de que o espaço aéreo de Trípoli foi fechado. Não há confirmação.

19h33 – O vice-chanceler da Líbia, Khaled al-Ghaeim, está ao vivo na Al-Jazira (versão em árabe do canal). Ele negou que há mercenários atacando os manifestantes e negou qualquer bombardeio dos aviões militares do governo. Al-Ghaeim ainda criticou a emissora por ‘incitar a violência’ entre o povo.

19h28 – Mais informações sobre brasileiros na Líbia aqui. Há cerca de 500 brasileiros no país africano.

19h23 – Clérigo muçulmano convoca Exército da Líbia a matar Kadafi. Veja aqui.

19h19 – Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, exortou as autoridades líbias a “cessar o inaceitável banho de sangue” no país, dizendo-se “alarmada” pela situação no país africano.

19h12 – Kadafi falará na televisão estatal da Líbia em breve, segundo o canal Al-Arabiya.

18h46 – O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, confirmou que dez dos cerca de 500 brasileiros presentes na Líbia trabalham para a Petrobrás em prospecção de petróleo em áreas próximas a Trípoli. Gabrielli informou que não foram registrados problemas com nenhum deles.

18h40 – No Facebook, o Exército do Egito afirmou que as forças de segurança da Líbia deixaram a fronteira entre os dois países e que os limites estão abertos e “nas mãos dos comitês do povo”. Não está claro se os grupos que controlam as fronteiras é opositor ou partidário de Kadafi.

18h29 – Mais informações sobre a retirada dos funcionários da Odebrecht. Veja aqui.

18h26 – Depois de o Ministério da Informação da Venezuela negar que Kadafi estaria a caminho da América do Sul, foi a vez da chancelaria de Caracas comentar o caso, dizendo que “Kadafi se encontra em Trípoli, exercendo os poderes que o Estado lhe outorga”. Nicolás Maduro, o chanceler venezuelano, chamou William Hague, seu homólogo britânico, de “irresponsável”. Hague disse que o coronel líbio estaria indo para a Venezuela.

18h18 – A CNN, citando a agência de notícias oficial do Egito, informa que a Liga Árabe se reunirá em caráter urgente na terça-feira para discutir a situação na Líbia. A Líbia  atualmente detém a presidência rotativa do órgão.

18h10 – O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, negou que Kadafi teria pedido asilo político no Brasil. A CNN cita uma fonte diplomática líbia garantindo que o coronel ainda está no país africano.

18h07 – A cidade de Misratah, a leste de Trípoli, também teria sido alvo de ataques aéreos, segundo a Al-Jazira.

18h00 – Há novos relatos de bombardeios em Az-Zawiya, a oeste de Trípoli. Em Benghazi, dois aviões pousaram na base aérea da cidade, depois de terem se recusado a atacar os manifestantes no local, um dos principais palcos dos protestos contra KAdafi.

17h53 – A Al-Jazira noticiou que a construtora brasileira Odebrecht ordenou a evacuação de seus 5 mil funcionários da Líbia – dentre os quais há 187 brasileiros. A empresa é a principal atuando na construção do aeroporto de Trípoli e no anel viário da capital. Todos os projetos da companhia no país africano estão suspensos por tempo indeterminado.

17h48 – O ministro de Exteriores da Itália, Franco Frattini, emitiu comunicado negando os rumores de que caças italianos teriam sido usados no bombardeio contra manifestantes na Líbia. A chancelaria criticou os boatos sugerindo o envolvimento da Itália no episódio.

17h44 – A representação da Líbia nos EUA também renunciou. Os conselheiros Saleh Ali al-Majbari e Jumaa Faris denunciaram Kadafi, dizendo que ele “é culpado pelo genocídio contra o povo líbio, ação na qual ele usou mercenários”.

Os diplomatas afirmaram que não mais representam o governo de Kadafi, e sim o povo líbio. Eles ainda pediram que o presidente americano, Barack Obama, “tome atitudes urgentemente, com a comunidade internacional, para pressionar pelo fim do massacre na Líbia”.

16h32:  Um resumo da situação até agora na Líbia: Kadafi utilizou caças militares para reprimir os protestos, segundo testemunhas em Trípoli. Dois pilotos da Força Aérea, no entanto, se negaram a atacar seus compatriotas e fugiram rumo à Malta, no Mediterrâneo, onde pediram asilo. Enquanto isso, Kadafi perdeu apoio dentro do governo, no Exército e de uma das tribos que o apoia.

14h46: Uma série de embaixadores líbios ao redor do mundo pedem demissão em protesto à repressão no país. Deixaram os postos os chefes de representações diplomáticas na Índia, China, Reino Unido e  Suécia.

14h44:  Ibrahim Dabbashi, segundo na hierarquia diplomática líbia nas Nações Unidas, diz que Kadafi declarou guerra ao povo de seu país e está cometendo genocídio.

14h40: Segundo a TV Al-Jazira, Kadafi está usando aviões para bombardear manifestantes em Trípoli. A rede cita testemunhas ouvidas por telefone. Devido à restrição da ditadura a meios de comunicação estrangeiros, é difícil obter confirmações in loco do que acontece na Líbia.

14h33: Os pilotos dos dois aviões líbios que pousaram em Malta pediram asilo no país.  

14h08 – Mais novidades sobre a situação diplomática e da imprensa na Líbia. Os telefones estão sendo monitorados e há um bloqueio para mensagens de texto. A Al-Jazira disse ter detectado no edifício central da inteligência líbia um sinal que interfere na transmissão do canal. O site da emissora também foi bloqueado.

O Ministério de Exteriores da Líbia pediu que todas as embaixadas que operam no país fechem e permaneçam fechadas até o domingo. A maioria das representações estrangeiras está evacuando parte dos funcionários e deixando apenas aqueles essenciais.

13h58 – Segundo a Al-Jazira, as autoridades venezuelanas negam que Kadafi esteja a caminho da América do Sul.

13h41 – A Reuters cita o ministro de Exteriores britânico, William Hague, dizendo que o coronel Kadafi supostamente estaria a caminho da Venezuela. Os relatos, porém, não foram confirmados.

13h09 O GP do Bahrein, que abriria a temporada de F-1, no dia 13 de março, foi cancelado devido aos protestos no emirado

13h08: De acordo com a Al-Jazira, que cita testemunhas ouvidas em Tripoli, 60 pessoas morreram nos protestos de hoje na capital líbia.

13h01: De acordo com a agência Reuters, dois aviões líbios aterrissaram de maneira inesperada em Malta, no Mediterrâneo.

12h14: Diplomatas líbios confirmam à Al-Jazira que o ministro da Justiça deixou o cargo.

11h51: A London School of Economics, uma das mais prestigiosas faculdades inglesas, cancelou um curso financiado por um dos filhos de Kadafi, ex-aluno da escola.

11h33: O ministro da Justiça da Líbia, Mustafa Mohamed Abud al-Jeleil, renunciou ao cargo em protesto à repressão do governo contra manifestantes, diz o jornal privado Quranya.

11h29:  Uma coalizão de líderes muçulmanos da Líbia emitiu uma fatwa (decreto religioso) dizendo que é dever dos fiéis se rebelar contra a ditadura de Kadafi. ” “Eles demonstraram uma impunidade arrogante. Continuam, e aumentam, seus crimes sangrentos contra a humanidade. Demonstraram total infidelidade aos ensinamentos de Deus e seu amado profeta (que a paz esteja com ele)”, diz o grupo, denominado Rede dos Ulemás Livres da Líbia

10h34: Há rumores  não confirmados de que Kadafi teria deixado Trípoli, diz a BBC.

10h30:  Um porta-voz do grupo opositor Frente Nacional Pela Libertação da Líbia (FNLL) disse ao jornal The Guardian que manifestantes cercaram a mansão de Kadafi e a guarda pessoal do ditador reagiu com tiros. De acordo com ele, cerca de 80 pessoas morreram.

10h17:  De acordo com o jornal líbio Quryna, os protestos chegaram à cidade de Lanuf, rica em petróleo. O país responde por 2% da produção mundial da commodity

10h04: O embaixador da Líbia na Liga Árabe, Abdel Moneim al-Honi, disse a jornalistas, no Cairo, que está se unindo à revolução. Outros diplomatas, como os representantes do país na China e na Índia, também deixaram seus postos.

10h01: Este vídeopostado no You Tube  – que não pôde ter a autenticidade comprovada independentemente- mostra protestos na noite passada na praça dos Mártires, em Tripoli.

9h47:  Nas ruas de Argel, capital da Argélia, 10 mil manifestantes saíram às ruas para protestar contra o presidente Abdelaziz Bouteflika. Cerca de 26 mil policiais foram enviados para reprimir o ato.

9h45:  No Irã, dissidentes voltaram às ruas para lembrar uma semana da morte de dois manifestantes contrários ao presidente Mahmoud Ahmadinejad, na última segunda-feira. Eles foram atacados pela polícia e por milícias leais ao governo.

9h29:  O premiê britânico, David Cameron, chega hoje ao Egito. É a primeira visita de um chefe de governo estrangeiro ao país desde a queda de Hosni Mubarak. “Acredito que seja uma grande oportunidade de falar com os atuais líderes egípcios para garantir que haja uma verdadeira transição do governo militar para o civil”, disse a jornalistas antes de aterrissar no Cairo.

9h23: De acordo com o jornal El País, ao menos cinco pessoas morreram nos protestos de domingo no Marrocos.

9h21: A chancelaria britânica convocou o embaixador líbio em Londres

9h00:  Um resumo da situação na Líbia até aqui: O filho do ditador Muamar Kadafi foi à TV estatal para alertar sobre o risco de uma guerra civil no país.  Ao menos duas cidades – Bayda e Benghazi – estariam sobre controle dos manifestantes após oficiais do Exército e da polícia mudarem de lado. De acordo com a Human Rights Watch, 233 pessoas morreram  desde o início dos confrontos. Pela manhã, os protestos chegaram a Trípoli. Um prédio do governo foi incendiado.

********************SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO********************

22h09 – A situação nos hospitais do Bahrein está tão caótica que nem mesmo os médicos estão dando conta dos feridos que chegam. Os próprios manifestantes que não se feriram nos ataques dos militares estão ajudando as equipe e distribuindo água e comida nos corredores.

21h36 – Aqui estão algumas das poucas imagens obtidas dos manifestantes na Líbia. A imprensa e a internet sofrem forte controle do governo, e por isso é difícil conseguir imagens dos protestos – o governo só permite a distribuição de fotos e vídeos das marchas de seus partidários.

20h00 – Somente um hospital da cidade de Benghazi, na Líbia, recebeu 35 corpos, segundo um funcionário do local. Ele disse que a maioria das vítimas chegou ao centro médico depois de uma tentativa de iniciar um protesto em frente ao condomínio residencial usado por Muamar Kadafi quando o general vai à cidade, no leste do país.

19h31 – O WikiLeaks postou no Twitter que deve publicar ‘cem revelações’sobre o Bahrein ainda nesta sexta.

18h43 – Neste vídeo veiculado pela Al-Jazira sobre os protestos no Bahrein, um manifestante descreve a ação da polícia quando o grupo que assiste é de repente atacado pelas forças de segurança. Segundo o canal árabe, o homem que fala diz que os miltiares usaram metralhadoras contra os manifestantes.

18h16 – Atualização do número de vítimas no Iêmen: só nesta sexta, são cinco mortos e quase 40 feridos feridos. Ao todo, já são 11 mortos no país.

17h48 – O Reino Unido, conforme havia anunciado na quinta, decidiu revogar algumas de suas licenças para a exportação de armas para o Bahrein devido a violência dos protestos no país.

17h20 – URGENTE: Em comunicado oficial, o rei Hamad bin Issa Al Khalifa pede ao príncipe da Coroa que inicia um diálogo nacional “com todas as partes”.

17h12 – Fontes médicas disseram à Al-Jazira que 66 feridos foram levados ao hospital após a ação na Praça das Pérolas, no Bahrein. Alguns deles estariam em condições críticas.

16h49 – Segundo a Al-Jazira, os protestos pela retomada da Praça das Pérolas no Bahrein foi adiado para a terça-feira a pedido das famílias das vítimas.

15h40: O presidente americano, Barack Obama, condenou a violência contra manifestantes na Líbia, no Iêmen e no Bahrein em comunicado divulgado pela Casa Branca.

 “ Estou profundamente preocupado com os relatos de violência no Bahrein, Líbia e Iêmen. Os EUA condenam o uso de violência contra manifestantes pacíficos nestes países e em quaisquer outros onde isto possa ocorrer. Os EUA pedem que os governos de Bahrain Líbia e Iêmen evitem responder a estes protestos pacíficos e respeitem os direitos de seus povos

 14h56: A rede de TV Al-Arabya, com sede em Dubai, informou que protestos acontecem hoje também na Síria, no Kuwait e no Djibuti.

13h28: No Iraque manifestantes tomaram as ruas de Basra pedindo melhores serviços públicos, empregos e pensões.

13h21: Ao menos oito pessoas ficaram feridas em Amã, na Jordânia, em confrontos entre manifestantes e partidários do rei Abdullah II

13:01: Na Argélia, onde as manifestações foram proibidas, oposicionistas prometeram voltar a se reunir no sábado, de acordo com o Guardian.

12h46: A polícia voltou a disparar contra manifestantes no Bahrein. Duas marchas tentavam se reunir e foram contidas com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

12:25 A situação começa a ficar tensa na Líbia. Em Benghazi, no leste do país, onde 14 manifestantes morreram ontem, centenas de pessoas voltaram às ruas, desafiando o Exército, que foi deslocado para a cidade.  De acordo com dissidentes, a cidade de  Bayda está sob controle da oposição, após a adesão da polícia local. Um vídeo postado no You Tube  e reproduzido pelo The Guardian, mostra manifestantes derrubando um monumento em homenagem ao ditador Muamar Kadafi em Tobruk.

12:05:  O Itamaraty divulgou no final da noite de quinta-feira uma nota sobre as manifestações no Bahrein. Leia a íntegra:

O governo brasileiro acompanha com preocupação o agravamento da situação política no Reino do Bahrein, onde choques recentes entre forças policiais e manifestantes têm levado a número crescente de vítimas.

O governo brasileiro conclama as partes a buscarem encaminhamento pacífico para as demandas, e manifesta a expectativa de que as autoridades do Reino do Bahrein garantam, sem o recurso à violência, a liberdade de expressão e os direitos civis da população.

12:03:  De acordo com a TV Al-Jazira, três manifestantes morreram em Áden, no sul do Iêmen, em confronto com as forças de segurança. O ataque de granada em Taiz deixou um morto, segundo a agência Reuters. Com isto, sobem para oito o número de vítimas dos protestos, iniciados há oito dias.

11h54: Um pequeno resumo do que aconteceu nesta manhã:  No Bahrein, 15 mil pessoas saíram às ruas pedindo o fim da monarquia. Os militares da Líbia tomaram o controle de Benghazi, a segunda maior cidade do país e foco de resistência ao regime de Muamar Khadafi. No oitavo dia de protestos no Iêmen, uma granada foi atirada contra manifestantes.  No Egito, uma semana após a queda de Mubarak, dois milhões de pessoas voltaram à praça Tahrir para o dia da vitória. O Irã, por sua vez, viu manifestantes pró-governo saírem às ruas para pedir a pena de morte para opositores que organizaram marchas em apoio aos protestos na região.

************************************** SEXTA-FEIRA, 18 DE FEVEREIRO*************************

21h36 – A Al-Jazira reproduziu uma parte do texto de um correspondente do New York Times no Bahrein, Nicolas Kristof:

“É de cortar o coração o fato de você estar em um país moderno e moderado como o Bahrein e ver como um aliado dos EUA usa tanques, tropas, cassetetes e armas para esmagar um movimento democrático pacífico e mentir sobre isso.

Esse tipo de repressão brutal é normalmente praticada por nações remotas e atrasadas, mas esse aqui é o Bahrein! Um centro internacional de investimentos. Uma importante base naval dos EUA, onde fica a Quinta Frota. Uma nação rica e bem educada com uma grande classe média e valores cosmopolitas”.

20h49 – Na Líbia, um grupo que se intitula Forças dos Cidadãos do Leste da Líbia divulgou um comunicado pedindo uma trégua entre os contrários a Kadafi e a polícia e os partidários do coronel. Não se sabe se o grupo é de oposição, mas sabe-se que ele inclui pessoas próximas da administração de Trípoli.

20h23 – Dados do Ministério da Sáude do Bahrein para os protestos desta quinta: quatro mortos e 231 feridos.

19h59 – Dados atualizados também no Iêmen: quatro mortos e cerca de 60 feridos. O número de manifestantes em Áden, onde ocorreram as mortes, era de cerca de 3 mil. Desde o início dos protestos no país, então, são seis mortos.

19h55 – O número de mortes causada peala ação dos militares do Bahrein matou ao menos seis, segundo a Al-Jazira.

19h20 – Últimas do Egito: Dois ex-ministros e um magnata que já teve influência no partido governista egípcio foram detidos sob suspeita de envolvimento em atos de corrupção, segundo fontes nos serviços de segurança.

18h48 – No Iêmen, foi confirmada uma morte só nos protestos desta quinta. Também houve dez feridos.

18h24: A Praça das Pérolas, antes tomada pelos manifestantes xiitas, agora só tem barracas vazias, placas e garrafas quebradas. A ação violenta da polícia e do Exército forçou a desocupação do local. Os militares mantém forte presença na área.

 

18h07: Na Líbia, o número de mortos segue indefinido. Há fontes da oposição, entre sites e ativistas, reportando ocorrências em várias cidades do país. Somando os relatos, é possível que haja até 20 óbitos.

17h30: O Reino Unido pretende revisar formalmente as recém autorizadas exportações de armas para o Bahrein após a violenta repressão aos protestos, segundo Alistair Burt, do Escritório de Relações Exteriores. “Nós revogaremos as licenças caso julguemos que elas não estejam mais em linha com os critérios (do Reino Unido e da União Europeia)”.

16h28:  O porta-voz da Casa Branca Jay Carney pediu ao governo bareinita para parar as agressões a manifestantes pacíficos.

16h27:  Segundo a agência Reuters, o médico bareinita Sadeq al-Karim, trabalhava como voluntário no atendimento aos manifestantes feridos na praça das Pérolas foi agredido pela tropa de choque da polícia. Ele acabou sendo internado com uma fratura no nariz

15h37: O ministro de Relações Exteriores do Bahrein, o xeque Khaled bin Ahmed al-Khalifa, disse nesta quinta-feira, 17, que a invasão da praça das Pérolas, na qual três manifestantes morreram e 231 ficaram feridos pelas forças de segurança foi necessária para ‘tirar o país da beira do abismo sectário’.

15h25:  Dica dos meus colegas da editoria de esportes do estadão.com.br: A primeira etapa da GP2 – a categoria de acesso à F-1-, que  aconteceria no Bahrein, foi cancelada.  Leia o relato enviado pela assessoria do piloto Luiz Razia, o único brasileiro da categoria. A corrida de abertura da temporada de Fórmula 1 , marcada para o dia 13 de março para o mesmo circuito, também corre risco.

Estava tudo bem até chegarmos, mas as coisas têm piorado a cada dia. Os protestos estão crescendo e a polícia, juntamente com o exército, decidiram fazer alguma coisa, então as ruas estão bloqueadas. É muita policia para todo lado; é um pouco assustador ver tanques de guerras nas ruas. Estamos lidando bem com a situação, mas, de qualquer maneira, as coisas não estão indo de acordo com o previsto. Os treinos livres e de classificação foram cancelados, pois não temos helicópteros e nem ambulâncias, pois os médicos estão um pouco ocupados com os protestos.

14h52: Mapa mostra a localização estratégica do Bahrein, na entrada do golfo Pérsico. No país, 70% da população de cerca de 500 mil habitantes é de xiitas, como no Irã, mas a monarquia no poder é sunita, como na Arábia Saudita.

13h23: A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou ao ministro de Relações Exteriores do Bahrein seu desagravo com a repressão policial contra manifestantes contrários ao governo.

De acordo com uma fonte do departamento de Estado, Hillary pediu o fim do uso da violência e os diplomatas discutiram reformas econômicas e políticas para atender às demandas da população.

12h06: O Bahrein tem uma grande  importância estratégica para os EUA.  A sede da quinta frota da Marinha Americana, que cuida de operações no Golfo Pérsico, Mar Vermelho e Mar da Árabia, fica em Manama. Pela região, trafega grande parte da exportação de petróleo mundial.

12h04: De volta à Líbia: De acordo com o Guardian, há pouca mobilização contra Kadafi em Tripoli, mas há relatos de protestos em Benghazi, a segunda maior cidade do país, em Zentana e al-Bayda. Há relatos de ao menos 14 mortos até agora.

11h58: Este vídeo postado no You Tube por um usuário bareinita mostra o suposto momento do ataque à praça das Pérolas. Sua autenticidade não pôde ser comprovada de maneira independente.

 

11H52: Centenas de feridos estão sendo atendidos em hospitais bareinitas. Nesta foto de Mazen Mahdi, da agência Efe, manifestante faz o sinal da vitória ao dar entrada no pronto-socorro

11h48: De acordo com a Al-Jazira, os choques se espalharam agora para outras áreas de Manama, mas estão mais esporádicos. O ministro da Saúde teria renunciado em protesto ao ataque aos dissidentes, mas esta informação ainda não foi confirmada pelo governo.

11h43:  O governo americano deve entrar em contato com autoridades bareinitas para pedir o fim do uso da violência contra manifestantes, disse uma fonte do governo nesta quinta-feira

11h29: Falando um pouco de Líbia, agora, o  Movimento da Juventude Líbia, que organiza os protestos contra Muamar Kadafi, tem uma conta no Twitter onde dá a sua versão dos protestos convocados contra o ditador. Segundo os manifestantes, um prédio militar foi queimado em Ajdabiya, no leste do país. Ainda de acordo com o grupo, a cidade de Benghazi também foi tomada por manifestantes, a maioria mulheres.

11h22: A Anistia Internacional, uma das principais organizações em prol dos direitos humanos no mundo,  condenou o ataque policial aos manifestantes no Bahrein. ” As autoridades bareinitas mais uma vez reagiram a protestos legítimos com o uso da força. Eles devem interromper a repressão a reformistas. Precisam também começar uma investigação completa e imparcial do que aconteceu nesta manhã”, disse o diretor para Oriente Médio e Norte da África do grupo, Malcolm Smart.

11h20: A oposição xiita diz que um quarto manifestante morreu após o ataque de hoje. Caso o número seja confirmado, subirá para seis o número de vítimas desde o início dos protestos no país.

11h17: Os ministros de Relações Exteriores de países do Golfo Pérsico se reuniram nesta quinta-feira em caráter extraordinário para lançar uma moção de apoio ao governo bareinita. “O Conselho de Cooperação do Golfo vai anunciar seu apoio ao governo em matéria de segurança, defesa e política”, disse um porta-voz. O grupo inclui Bahrein, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

11h14: Um porta-voz do ministério do Interior do Bahrein foi à TV para informar que o Exército vai garantir a segurança do país. “As forças de segurança reafirmaram que vão tomar todas as medidas para preservar a segurança e a ordem”, disse.

11h09: O bloco xiita  Wefaq prometeu renunciar em conjunto a seus cargos no Parlamento. O Bahrein é uma monarquia constitucional, mas cabe ao rei apontar o primeiro-ministro.

11h06: De acordo com um advogado da oposição xiita, ao menos 60 pessoas estão desaparecidas após o ataque da polícia à praça das Pérolas.

11h00 :  Tropas do Exército e da polícia antidistúrbio tomaram o controle de Manama, a capital do Bahrein, após um ataque a manifestantes na praça das pérolas. O ministro do Interior recomendou que a população não saia às ruas.

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