Maior vantagem de ser ex-premiê é não ter que ouvir as conversas grampeadas de Trump, ironiza Cameron
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Maior vantagem de ser ex-premiê é não ter que ouvir as conversas grampeadas de Trump, ironiza Cameron

Ex-primeiro-ministro do Reino Unido afirmou que a tolerância deve ser o caminho a se seguir, mais do que o nacionalismo e o isolamento

Redação Internacional

21 de março de 2017 | 15h41

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido David Cameron fez piada dizendo que a maior vantagem de ser um ex-premiê é que ele não é mais requisitado para ouvir as conversas grampeadas do presidente americano, Donald Trump. E ele ainda esclareceu: “Só para deixar claro, isso é uma piada”.

Segundo informações do jornal britânico The Guardian, Cameron fez a brincadeira na segunda-feira 20, em um discurso realizado na Universidade Brown, na cidade americana de Rhode Island. Ele participava de um evento no qual falou sobre assuntos internacionais, incluindo Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia (UE) -, o líder russo, Vladimir Putin, e tornar a América grande de novo.

Ele disse às mais de 2 mil pessoas presentes que apesar de o ano de 2016 ter sido marcado pela eleição de Trump e a vontade dos britânicos de sair da UE, a tolerância deve ser o caminho a se seguir, mais do que o nacionalismo e o isolamento.

“Quando o Muro de Berlim caiu em 1989, parecia que todos os grandes argumentos haviam caído por terra. Era óbvio que precisávamos de mais democracias, mais estado de direito, livre iniciativa, livre comércio, Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), nos impor frente à agressão, investir na ONU… Hoje, todas essas questões estão em debate.”

Cameron ainda afirmou: “Seu presidente não concorda com algumas coisas que eu disse”. Segundo o premiê, os EUA e o Reino Unido foram “os guardiões da liberdade, da tolerância, da igualdade e, claro, da justiça. Lutem por isso e realmente seremos grandes de novo”.

Recentemente Trump sugeriu que o ex-presidente Barack Obama teria usado uma agência de espionagem de Londres para conduzir seus planos de vigiar Trump quando este ainda era candidato à presidência.

Um porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que as acusações de que a GHCQ (Government Communications Headquarters), agência de inteligência britânica, espionou Trump a pedido de Obama são “profundamente ridículas” e “recebemos garantias (da Casa Branca) de que não se repetirão”.