McDonald’s se desculpa após proibir funcionários de dar lanches aos sem-teto
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McDonald’s se desculpa após proibir funcionários de dar lanches aos sem-teto

Filial francesa da rede de fast-food teria divulgado uma advertência após funcionário oferecer seu sanduíche a um morador de rua

Redação Internacional

12 de agosto de 2015 | 15h31

PARIS – A filial francesa do McDonald’s se desculpou nesta quarta-feira, 12, após uma polêmica causada pela divulgação de uma nota interna no Twitter que proibia seus funcionários de dar lanches para os moradores de rua.

A questão ganhou força nesta semana quando a “Associação 60 Milhões de Consumidores” divulgou a advertência da empresa após um trabalhador da empresa americana oferecer seu sanduíche a um sem-teto.

Apesar da polêmica, o McDonald's França ainda não revelou se os funcionários podem compartilhar os lanches do restaurante com moradores de rua

Apesar da polêmica, o McDonald’s França ainda não revelou se os funcionários podem compartilhar os lanches do restaurante com moradores de rua (Foto: REUTERS/Christian Hartmann)

“O McDonald’s não tem vocação para alimentar todos os famintos da região”, dizia a nota dirigida aos funcionários de uma de suas franquias em Hyères, no sul da França.

A rede justificou que tinha fixado o cartaz “para garantir a segurança de seus clientes”, depois de um “incidente grave” com dois moradores de rua no dia 25 de julho em frente a um de seus restaurantes na cidade.

Depois da divulgação da nota, a direção da companhia retirou-a do ar rapidamente e se desculpou, reiterando que sua política é “servir todos os clientes sem distinção”, segundo detalhou hoje em um comunicado.

Apesar das desculpas, o McDonald’s França ainda não revelou se os funcionários podem compartilhar o menu do restaurante de maneira gratuita com os necessitados.

“Faço uma chamada aos parlamentares: se o McDonald’s, como outras redes, rejeita dar comida consumível a gente que tem fome, terá que enfrentar a lei”, disse Arash Derambarsh, conselheiro municipal do partido Os Republicanos em Courbevoie, perto de Paris. /EFE

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