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Médico sírio relata atendimento a vítimas de suposto ataque com armas químicas

Redação Internacional

22 de agosto de 2013 | 20h36

Um vídeo divulgado por rebeldes sírios no Youtube mostra o relato de um médico que teria sido testemunha do ataque supostamente realizado com armas químicas em Ghuta, região de Damasco, na quarta-feira. A oposição atribui ao ataque às forças do presidente Bashar Assad.

No vídeo, legendado em inglês, o médico diz que “a catástrofe foi de grandes proporções…o número de feridos e mortos entre crianças e civis é enorme. A quantidade de crianças era enorme. Por minhas mãos passaram 50 crianças mortas.”

“Outro dos grandes erros veio das estratégias utilizadas pelos cidadãos diante da falta de conhecimento sobre como agir perante esse ataque. Os efeitos do gás duraram meia hora, mas lamentavelmente muita gente desceu aos porões. O gás é pesado e por isso ficou concentrado nos andares inferiores, o que aumentou o número de feridos e mortos. Isso aumentou a nossa carga de trabalho e já estávamos com capacidade total. Utilizamos 200 cilindros de oxigênio apenas em Jobar. Perdemos alguns integrantes da equipe médica, que eles descansem em paz”, diz o médico em outro trecho do vídeo.

No fim da gravação, o sírio diz que “não consegue mais falar” e pede que o câmera mostre o resultado do ataque ao redor deles.

Assista ao vídeo completo:

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