Momentos históricos das Assembleias-Gerais das Nações Unidas
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Momentos históricos das Assembleias-Gerais das Nações Unidas

Reveja alguns dos discursos e dos momentos mais marcantes das Assembleias-Gerais das ONU

Redação Internacional

28 Setembro 2015 | 17h45

26/09/1960 – Fidel Castro

No discurso mais longo da já realizado em uma Assembleia-Geral das Nações Unidas, o ex-presidente cubano Fidel Castro falou durante 4 horas e 29 minutos, utilizando seu tempo principalmente para atacar os Estados Unidos. Utilizando uniforme militar, Fidel afirmou que a revolução liderada por ele 20 meses antes tinham acabado com o status de “colônia dos EUA” de seu país, mas os americanos ainda acreditavam “ter o direito de promover e encorajar a subversão no país”. Em seu discurso, Fidel também defendeu a relação da ilha com a União Soviética, expressou preocupação de que o “governo imperialista” americano pudesse atacar Cuba e chamou o então presidente americano John F. Kennedy de “milionário analfabeto e ignorante”

12/10/1960 – Nikita Kruchev

Durante um debate na Assembleia-Geral sobre colonialismo o primeiro-ministro soviético Nikita Kruchev alegou ter o direito de responder ao representante das Filipinas, que protestava contra a falta de liberdade nos países do Leste Europeu. Kruchev se levantou e começou a bater na mesa com raiva. Depois, ele pegou um sapato que estava debaixo da mesa e bateu várias vezes para demonstrar sua indignação. Segundo a neta de Kruchev, ele estava usando sapatos novos – e apertados -, o que o fez colocá-los debaixo da mesa. Enquanto ele batia de pé contra a mesa, seu relógio teria caído no chão e, ao abaixa-se para pegar o acessório, teve a ideia de trocar os punhos pelo sapato durante seu protesto

20/09/2006 – Hugo Chávez

O ex-presidente venezuelano Hugo Chávez chamou o ex-presidente dos EUA George W. Bush de “diabo” em seu inflamado discurso na ONU em 2006. Na ocasião, o líder bolivariano também acusou Bush de “falar como se fosse o dono do mundo”. O discurso de Chávez foi visto como um de seus movimentos mais ousados para liderar uma aliança de países que se opõem aos EUA. Referindo-se ao discurso de Bush no dia anterior, Chávez disse: “Ontem, o diabo veio aqui”. Ele também chamou o ex-presidente americano de “o porta-voz do imperialismo” que estava tentando “preservar o atual padrão de dominação, exploração e pilhagem dos povos do mundo”

23/09/2009 – Muamar Kadafi

Em 2009, o ex-ditador líbio Muamar Kadafi subiu ao púlpito da Assembleia-Geral da ONU pela primeira vez em 40 anos para fazer um confuso discurso de 1 hora e 36 minutos que esvaziou boa parte do plenário. Ele criticou a ONU por não ter evitado dezenas de guerras, sugeriu que os responsáveis por “assassinatos em massa” no Iraque fossem julgado, e defendeu o direito do Taleban de estabelecer um Emirado Islâmico. Em certo um ponto, Kadafi mostrou uma cópia da Carta das Nações Unidas e aparentou rasgá-la, dizendo que ele não reconhecia a autoridade do documento

27/09/2012 – Binyamin Netanyahu

O primeiro-ministro israelense exibiu durante seu discurso na Assembleia-Geral um grande diagrama de uma bomba, dividida em três estágios para exemplificar o programa nuclear iraniano. Segundo Netanyahu, Teerã teria completado 70% do caminho para ter urânio enriquecido para uso em armas nucleares. O político pediu que os líderes criassem uma “linha vermelha” para impedir a continuidade do programa atômico iraniano. Ele chegou a desenhar uma linha vermelha acima dos 90% e afirmar que no meio de 2013 aquela seria a capacidade da República Islâmica. Segundo Netanyahu, “nada poderia pôr o mundo mais em perigo do que o Irã com armas nucleares”

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