Mulher de 76 anos recebe carta de Obama no 1º correio direto entre EUA e Cuba
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Mulher de 76 anos recebe carta de Obama no 1º correio direto entre EUA e Cuba

Cubana convidou presidente americano para visitar sua casa em Havana e recebeu resposta do líder em uma das primeiras cartas enviadas diretamente para a ilha em décadas

Redação Internacional

18 de março de 2016 | 11h57

HAVANA – Uma cubana de 76 anos, que convidou o presidente dos EUA Barack Obama para visitar sua casa em Havana, recebeu uma resposta do líder americano na quinta-feira, em uma das primeiras cartas enviadas diretamente para Cuba em décadas.

Ileana Yarza escreveu para Obama no dia 18 de fevereiro e disse: “não há muitos cubanos tão ansiosos quanto eu para conhecê-lo pessoalmente”. Ela ainda o convidou para tomar uma xícara de café cubano com ela. Obama respondeu que espera ter tempo para “apreciar uma xícara de café cubano” quando visitar Havana no domingo.

Ileana Yarza, de 76 anos, mostra a carta que recebeu de Obama cercada por sua família

Ileana Yarza, de 76 anos, mostra a carta que recebeu de Obama cercada por sua família (Foto: AP Photo/Ramon Espinosa)

A carta de Ileana viajou para Cuba na quarta-feira. Um executivo americano disse que ela chegaria “antes de o presidente desembarcar na ilha”. Ela chegou no dia seguinte no primeiro correio direto entre os dois países desde o final dos anos 1950.

“Estou agradavelmente surpresa”, disse Ileana. A Casa Branca publicou a carta na quinta-feira, mas a cubana afirmou que ela estava esperando seus parentes chegarem para abri-la.

Ela contou que começou a escrever para Obama durante sua primeira campanha presidencial, e já escreveu quatro ou cinco vezes para ele, sempre pedindo o fim do embargo econômico entre EUA e Cuba.

Ileana, uma economista aposentada, fala e escreve em inglês de forma fluente. Ela afirmou ter ficada “encantada” com o “cavalheirismo” de Obama e, enquanto ainda não tem certeza se verá o líder americano durante sua visita à ilha, ela diz: “Se eu tivesse a oportunidade de vê-lo, eu diria ‘eu te admiro e te respeito, e acho que você fez algo muito importante”, com relação à reaproximação entre EUA e Cuba. “Eu adoraria mostrar minha casa para ele e para sua mulher”, disse. /AFP

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