Na Libéria, desempregados usam pele para virar outdoors ambulantes; veja
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Na Libéria, desempregados usam pele para virar outdoors ambulantes; veja

A prática de pintar os corpos para atrair a atenção nas ruas teve início nos anos 90 com jovens pintados como mascotes da seleção de futebol

Redação Internacional

04 Julho 2017 | 17h25

Ficar de pé por horas sob um calor escaldante, pintado dos pés à cabeça nas mais diversas cores em um dos mais movimentados cruzamentos da capital da Libéria, Monrovia, tornou-se uma rotina para Emmanuel Howard.

Um dos outdoors humanos na Libéria. Foto: Ahmed Jallanzo/EFE

Ele e mais uma dezena de jovens do país encontraram na pintura corporal uma maneira de driblar a falta de emprego e encontrar uma saída criativa para tirar uma renda. Eles se tornaram “outdoors humanos” e viraram uma espécie de atração na cidade.

Em seus corpos, levam anúncios de agências do governo, empresas privadas e até mesmo noivas em busca de um marido. No país, a prática já é tão comum que até mesmo partidos políticos recorrem a ela em seus eventos.

“Me sinto bem tendo meu corpo pintado porque é isso que garante meu pão de cada dia. Alguns dos meus amigos estão nas ruas roubando de outros”, disse Howard, uma “estátua” de 25 anos.

A prática de pintar os corpos para atrair a atenção nas ruas teve início nos anos 90 com jovens pintados como mascotes da seleção de futebol, com o vermelho, branco e azul da bandeira da Libéria. Permanecendo parados por longos períodos ou caminhando como robôs, eles atraíam fãs e jogadores.

Empreendedores como Emmanuel Ben, de 26 anos, fundou a empresa Emmanuel Creation de publicidade com pinturas de corpos de olho nesse mercado em expansão. Hoje, ele emprega vários desses jovens. / AFP