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Nepal manda polícia para evitar brigas de alpinistas no Everest

Redação Internacional

20 de março de 2014 | 10h36

Policiais e soldados do Nepal vigiarão o Monte Everest para proporcionar segurança aos escaladores e evitar brigas e “engarrafamentos”, após as críticas que o governo do Nepal recebeu pelo aparente descontrole no “teto do mundo”.

O executivo nepalês planeja enviar nove agentes de segurança ao campo base do Everest situado a 4.800 metros de altitude na próxima temporada de escalada, que começa em março e termina em maio. Até agora, apenas funcionários civis eram enviados como elos entre os montanhistas e o governo nepalês para tramitar as escaladas.

A responsabilidade básica dos agentes será a comprovação de que as expedições montanhistas seguem as regulações governamentais, a mediação entre os habitantes locais e os escaladores em caso de disputas e a verificação de incidentes como casos de morte, brigas e roubos.

A falta de segurança na montanha ficou evidenciada em abril de 2013, quando o suíço Uli Steck e o italiano Simone Moro foram agredidos a 6.500 metros de altura por sherpas (etnia da região mais montanhosa do Nepal), disputa à qual pôs fim um coronel nepalês que era membro de outra expedição.

Os dois alpinistas escalavam a montanha de 8.848 metros por uma nova rota na qual os sherpas colocavam cordas para outros montanhistas que eram seus clientes.

Os sherpas afirmaram que os escaladores estrangeiros se anteciparam a eles e fizeram com que se desprendesse um pedaço de gelo que bateu em um dos nepaleses. Zangados porque Steck e Moro não responderam a suas queixas, os sherpas enfrentaram os dois. / EFE

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