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Norte-coreano nascido em campo de trabalho forçado pede ajuda ao Brasil

Redação Internacional

19 de março de 2013 | 14h16

Shin Dong-hyuk nasceu na Coreia do Norte, em um campo de prisão política e trabalho forçado porque seus pais eram presos políticos, casaram-se dentro do campo e tiveram filhos prisioneiros. Aos 14 anos, Shin foi submetido a tortura e tem as cicatrizes até hoje. Ele também presenciou a execução pública da mãe e do irmão, após uma tentativa de fuga.

Em 2006, Shin Dong-hyuk conseguiu escapar do campo e chegou à Coreia do Sul, onde trabalha em defesa dos direitos humanos. Além de divulgar a realidade do campo onde viveu, ele luta pela criação de uma Comissão de Inquérito da ONU para apurar abusos sistemáticos e violações de direitos humanos cometidas em seu país.

Durante a 22ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU – entre os dias 21 e 22 de março -, o ativista conversou com Conectas e pediu que governo brasileiro vote favoravelmente à criação da Comissão.

A Comissão poderá investigar décadas do regime, coletando testemunhos de vítimas, familiares e sobreviventes. Por meio da análise de informações recebidas, será possível traçar o cenário de violações cometidas no país, onde cerca de 200 mil pessoas vivem em campos de trabalho forçado.

Segundo Shin, o Brasil pode oferecer uma ajuda significativa por meio de seu voto. “Se a Comissão de Inquérito for estabelecida, os campos de trabalho forçado e outras violações de direitos humanos que a Coreia do Norte tenta esconder serão revelados à comunidade internacional. O estabelecimento da Comissão irá lançar as bases para os presos políticos serem libertados”, afirma.

Para que a Comissão seja criada, a maioria dos 47 Estados integrantes do Conselho, incluindo o Brasil, deve votar a favor do seu estabelecimento. Em 2009, o Brasil se absteve diante de resoluções sobre direitos humanos na Coreia do Norte.

Veja vídeo de Shin contando um pouco de sua história:

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