O agente que enganou a CIA
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O agente que enganou a CIA

Paula Carvalho

08 de janeiro de 2010 | 10h00

Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi / Foto: AP

Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi / Foto: AP

O médico jordaniano Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi tornou-se na última semana fonte de curiosidade e mistério para as autoridades dos EUA e da Jordânia. Autor do pior atentado contra a agência de inteligência americana em mais de 20 anos, Balawi era agente triplo, trabalhando tanto para o serviço de inteligência jordaniano como também para a CIA e para a rede terrorista Al-Qaeda.

Balawi conquistou tanto a confiança dos agentes americanos que, quando chegou à base de Chapman, na Província de Khost, no sudeste do Afeganistão, no dia 30, não foi revistado. Segundo testemunhas, quando o jordaniano chegou ao local, um funcionário da CIA afirmou: “Ele é nosso homem, não é necessário revistá-lo.”

Até então, não se sabia como um homem-bomba havia conseguido passar pelo forte esquema de segurança da base para perpetrar o atentado que matou sete funcionários da agência americana e um membro da inteligência jordaniana.

Na quinta-feira, a mulher do suicida, Defne Bayrak, negou os vínculos de seu marido com a CIA e disse que toda a família sente orgulho de Balawi pelo atentado. “Estou orgulhosa dele, meu marido realizou uma grande operação na guerra. Que Deus o aceite como mártir”, afirmou Defne à agência de notícias Dogan.

Segundo ela, o marido participava ativamente de discussões sobre a jihad na internet. “Ele tinha tanto ódio dos EUA que é impossível ele ter trabalhado para a CIA”, disse Defne. “Ele usou os americanos e a Jordânia para seus próprios interesses.”

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