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O amor nos tempos da revolução

Luiz Raatz

15 de fevereiro de 2011 | 15h54

O blog da revista New Yorker aproveitou o dia dos namorados no hemisfério norte para publicar uma interessante reportagem sobre o casamento no Egito e as relações entre os protestos na traça Tahrir e a busca dos egípcios pela cara-metade.

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No país de maioria muçulmana, o sexo antes do casamento é proibido. Além disso, antes de casar, o homem precisa ter um emprego, dinheiro guardado e uma casa. Em um país com desemprego alto e o custo de vida subindo – um dos fatores que impulsionaram os protestos da praça Tahrir – arrumar uma esposa acaba se tornando tão difícil quanto conseguir um trabalho.

De acordo com a revista, muitos egípcios jovens deixam o país para trabalhar em outros países, principalmente no Golfo Pérsico. Quando retornam, acabam escolhendo mulheres mais jovens. Isto acaba gerando um efeito colateral. Algumas egípcias com seus 27, 28, anos, já passam a ser consideradas ‘solteironas’.

Além disso, em uma sociedade muçulmana, a vida adulta começa com o casamento. É quando a mulher sai de casa, tem filhos e uma família própria. Assim, segundo a New Yorker, a queda de um regime corrupto e ineficaz economicamente pode facilitar também a busca por um casamento.

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