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O controle em Cuba e a nova imprensa livre

Ricardo Galhardo

21 de março de 2010 | 16h18

Em Cuba não há imprensa livre. TV, rádio e jornais pertencem ao governo, como praticamente todo o resto no país. O principal jornal é o Granma, que qualifica como “vende-pátrias” os 75 dissidentes presos em 2003. São 8 páginas em geral de política que também tem versão online (www.granma.cu). Ontem, não havia nada de dissidentes em greve de fome ou passeatas de Damas de Branco, a notícia era o aniversário da independência.

 No dia a dia, as pessoas tem muito medo de se expressar. O Estado é sem dúvida o maior empregador do país e está em todas as partes. E o controle é grande sobre a população. Em cada quarteirão, por exemplo, há um representante “de plantão” do Comitê de Defesa da Revolução (CDR) vigiando o que acontece.

 Criados em 1960 para combater a contra-revolução patrocinada pelos EUA, os CDRs ainda são fortes. Os cubanos podem se cadastrar a partir dos 14 anos. As autoridades dizem que o cadastramento é voluntário, mas há quem reclame que sem estar num CDR é impossível de encontrar trabalho. “E eles sabem tudo que acontece na vizinhança”, disse um economista.

 É por isso que nos últimos anos a internet se tornou o maior espaço de difusão de informação e idéias independentes de Cuba. São uma espécie de nova imprensa livre na ilha. Ou quase livre. Para quem quiser conhecer, esses sites reúnem blogs escritos em Cuba: www.desdecuba.com e www.vocesdecuba.com.

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