O controvertido Mahmoud Ahmadinejad
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O controvertido Mahmoud Ahmadinejad

Paula Carvalho

19 de fevereiro de 2010 | 07h00

 

Foto: Raheb Homavandi/Reuters

Foto: Raheb Homavandi/Reuters

As declarações do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre o programa nuclear de seu país vêm irritando a comunidade internacional, que discute agora maneiras para conter o avanço do Irã no setor. No entanto, nem mesmo as ameaças de novas sanções feitas pelos EUA parecem intimidar o líder iraniano que, na semana passada, afirmou comandar um novo “Estado nuclear”, com capacidade de enriquecer urânio a 80%.

Eleito em 2005 amparado em uma plataforma que prometia pôr as riquezas do petróleo do país na mesa de jantar dos cidadãos comuns, Ahmadinejad é definido por grande parte dos analistas como populista e controvertido.

O presidente, que antes de comandar o país tinha como experiência política apenas dois anos como prefeito de Teerã, passa a maior parte do tempo fazendo duras críticas a Israel.  Ele já negou o Holocausto e assegura que em seu país não existem homossexuais.

Na Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o Xá do Irã e levou ao poder o aiatolá Khomeini, Ahmadinejad se incorporou aos estudantes islâmicos de Teerã. Ele também é muito próximo à Guarda Revolucionária, braço armado do regime.

Apesar de conservador, o presidente implementou ferramentas modernas em seu governo, como a criação de uma página na internet na qual internautas têm um canal direto com seu gabinete. Ele também criou um serviço para responder as muitas cartas que ele recebe diariamente – nos primeiros quatro anos de seu governo, 20 milhões de mensagens foram recebidas -, garantindo o apoio de sua base de partidários.

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