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O destino de Bin Laden (se ele for preso)

João Coscelli

16 de fevereiro de 2011 | 21h13

A prisão militar mantida pelos EUA em Guantánamo, Cuba, tem um lugar especial reservado para ninguém menos que Osama bin Laden, o cérebro da organização terrorista Al-Qaeda. A informação foi dada pelo diretor da CIA, Leon Panetta, aos senadores americanos.

A declaração de Panetta sugere que Bin Laden, considerado um dos responsáveis pelos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono em 11 de setembro de 2001, não seria julgado no sistema penal americano – uma política da administração Bush para terroristas amplamente criticada pelo atual presidente, Barack Obama. O democrata, aliás, ainda não fechou Guantánamo, como havia prometido em sua campanha.

Outro nome citado por Panetta foi o do egípcio Ayman al-Zawahiri, outro proeminente membro da Al-Qaeda. Ele forma com o saudita Bin Laden a dupla dos terroristas mais procurados pelos EUA. Se capturados, disse o diretor da CIA, eles seriam enviados para a Base Aérea de Bagram, no Afeganistão, onde seriam interrogados, para depois serem enviados a Cuba.

A lei americana vigente prevê que os prisioneiros de Guantánamo não podem ser levados ao solo americano para julgamento. Ambos os terroristas foram indiciados, o que os torna passíveis de julgamento em Nova York. Se forem para a prisão cubana, porém, o processo torna-se inconstitucional.

A questão, porém, deve ser resolvida só depois que – e se – os terroristas forem procurados. Eles são procurados há mais de dez anos pelas autoridades americanas e há pouquíssimas pistas sobre os esconderijos. Agentes da inteligência acreditam que eles se escondam em algum lugar no noroeste do Paquistão.

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As franquias da Al-Qaeda

Associated Press

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