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O discurso autoritário de Donald Trump

Redação Internacional

29 de março de 2016 | 05h00

A controvertida campanha do magnata Donald Trump à presidência americana abalou o establishment do Partido Republicano e chocou parte do eleitorado do país em virtude do discurso agressivo do pré-candidato. O site Vox listou as semelhanças entre as ideias de Trump e a de líderes autoritários ao redor do mundo. Veja
1. Usar partidários violentos para intimidar a oposição

“Se vocês virem alguém pronto para nos atirar um tomate, por favor encham ele de porrada, OK? Apenas batam nele e eu prometo que arcarei com os custos legais”.

Nas últimas semanas, Trump tem incitado seus eleitores para agredir fisicamente eleitores de outros candidatos. A medida é comum entre líderes autocráticos como o ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, que há algumas semanas atrás mandou seis carros com partidários da sua legenda, o Zany PF, atacar um comício da oposição.


2. Dizer que seus rivais são inimigos do Estado

“Esses manifestantes perceberam que seus atos não terão consequências. Essas pessoas fazem mal ao nosso país. Vocês não têm ideia”
A estratégia de comparar manifestantes e opositores a inimigos do Estado foi usada no Egito por Hosni Mubarak, na Primavera Árabe antes de ser deposto. Trump também foi um dos idealizadores do movimento “birther”, que tentava provar que Barack Obama havia nascido no Quênia, e portanto, seria um agente estrangeiro.


3. Intimidar a imprensa

“A imprensa é ilegítima, uma escória”

Trump frequentemente questiona a cobertura da imprensa e usa palavras duras contra os meios de comunicação. Algo comum em líderes de países como a Rússia e o Usbequistão, que veem na imprensa um inimigo. Trump também frequentemente ameaça processar jornalistas por cobertura negativa, medida já tomada pelo governo do Equador, por exemplo


4. Sugerir que se a eleição não sair do seu jeito, haverá violência

“Se não conseguirmos vencer na convenção, acredito que haverá tumultos”

Em entrevista à CNN, Trump afirmou que se perder a nomeação, seus seguidores podem tornar-se violentos. A mesma estratégia foi usada na Venezuela, pelo presidente Nicolás Maduro, antes da derrota do chavismo nas eleições parlamentares do ano passado

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