O discurso de Kadafi
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O discurso de Kadafi

João Coscelli

22 de fevereiro de 2011 | 15h44

Excêntrico, exótico, esquisito. Muamar Kadafi é qualificado de inúmeras formas pela imprensa internacional devido ao seu estilo e, principalmente, pelo que fala. No seu mais recente discurso na televisão líbia, ameaçou, enalteceu-se, xingou, esbravejou e fez previsões. Veja os “melhores momentos” do pronunciamento do ditador, que está há quase 42 anos no poder.

“Muamar Kadafi é o líder da revolução (da Líbia) até o fim dos tempos”.

“Não sou presidente, não posso renunciar. Mas se tivesse um cargo renunciaria e esfregaria isto na cara de vocês”.

“Limparei a Líbia casa por casa caso os manifestantes não se rendam”.

“Não vou deixar este país. Morrerei como um mártir. Sou um lutador”.

“Não usamos força ainda, mas usaremos se for necessário”.

“Famílias, juntem seus filhos, deixem suas casas, todos aqueles que amam Muamar Kadafi, e saiam às ruas sem medo. Persigam, prendam, entreguem os manifestantes às forças de segurança. Eles são só uns poucos terroristas”.

“Querem que os EUA nos ocupem, como no Afeganistão ou no Iraque?”

“Rodos os crimes que eles (manifestantes) cometeram podem ser punidos com a execução sob a lei líbia”.

“Vocês conhecem alguém decente que participa disso? São todos bêbados e drogados. São ratos, mercenários que não representam o povo líbio.”

“Os jornalistas seguem as ordens de Osama bin Laden e al-Zawahiri e converterão a Líbia em algo pior que o Afeganistão”.

“Se a juventude não seguir Kadafi, vai seguir quem? Algum barbudo?”

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