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O discurso que Nixon nunca leu

Redação Internacional

07 Junho 2013 | 07h00

Em 20 de julho de 1969, os astronautas americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin se tornavam os primeiros homens a pisar na Lua. Armstrong era comandante na missão Apolo 11 e foi ouvido e visto por 500 milhões de pessoas dizendo a frase, que se tornou famosa, “um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”.

A saída do módulo e a caminhada pela superfície lunar foram transmitidas ao vivo por TV e rádio. E, ao retornar da Lua, Armstrong anunciou que não pretendia voltar ao espaço. A caminhada lunar foi o grande trunfo dos americanos na corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria.

Mas, sabendo que o desfecho podia ser outro e os dois astronautas poderiam não voltar, em 18 de julho de 1969, William Safire, o jornalista que escrevia os discursos do presidente Richard Nixon, deixou pronto um comunicado para o caso de a missão Apolo XI falhar. O memorando deveria ser entregue ao secretário de Estado Harry Robbins Haldeman e lido por Nixon.

O documento está divulgado na página do Arquivo Nacional dos EUA e começa dizendo que o “destino determinou que os homens que foram para a Lua para explorar em paz, permaneçam na Lua para descansar em paz”. Usando palavras como “esperança” e “descoberta”, o discurso deveria enaltecer as pesquisas de Armstrong e Aldrin e incentivar a continuidade pela corrida espacial.

“Antigamente, homens olhavam para as estrelas e viam seus heróis nas constelações. Atualmente, fazemos o mesmo, mas nossos heróis são épicos homens de carne e sangue”, descreve o documento.

Além do discurso que Nixon deveria ler, o memorando deixava a instrução de que o pronunciamento deveria ser seguido de uma oração. Como está descrito no site do Arquivo Nacional, o documento “felizmente, nunca precisou ser utilizado.”

Leia íntegra do discurso:

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