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O ‘homem mais honesto’ do Afeganistão: salário baixo e nenhuma promoção

Redação Internacional

14 de janeiro de 2014 | 18h26

Por: Kevin Sieff, The Washington Post – Tradução de Terezinha Martino

CABUL – Abdul Saboor, veterano policial de trânsito em Cabul, incorruptível e conhecido como “o homem mais honesto do Afeganistão”. Apesar dos mais de vinte anos de prestação de serviço, ele nunca foi promovido e ganha apenas US$ 200 por mês.

O veterano guarda de trânsito assume seu posto diante de um cartaz em Dari, onde a palavra CORRUPÇÃO está riscada com um X em vermelho. Depois de 24 anos na função, Saboor foi considerado o homem mais honesto do Afeganistão.

Saboor, 52 anos, poderia ser um símbolo mais adequado do sacrifício que um homem honesto precisa fazer no Afeganistão para cumprir a lei. Seus dedos estão pretos das tantas vezes que os carros passaram por cima deles. Sua garganta está perpetuamente irritada por causa da poeira e da poluição, mas ele não tem condições para comprar remédios ou ir ao hospital.

O Afeganistão é a nação mais corrupta do mundo (junto com a Coreia do Norte e a Somália, de acordo com a organização Transparência Internacional). Um país onde as autoridades públicas açambarcaram centenas de milhões de dólares, na maior parte da ajuda externa obtida, e onde a corrupção permeia a vida quotidiana.

Embora os doadores estrangeiros tenham financiado programas e agências de combate à corrupção, muitas instituições afegãs não só a toleram, mas implicitamente a incentivam. Saboor ficou uma figura famosa, mas poucos afegãos deverão seguir seu exemplo.

Leia a reportagem completa na edição do Estadão desta quarta-feira

 

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