O negócio da catástrofe chilena
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O negócio da catástrofe chilena

Marcelo de Moraes

14 de março de 2010 | 08h10

Campanhas publicitárias voltadas para o marketing social invadem rádios e TVs, relata o enviado João Paulo Charleaux 

 

Chileno diante de casa destruída em Cauquenes: marketing social (foto: Reuters)

Chileno diante de casa destruída em Cauquenes: marketing social (foto: Reuters)

Os jornais, TVs e rádios do Chile estão cheios de propaganda pulicitária alusiva ao terremoto do dia 27 .

A fabricante de automóveis Hyundai promete doar 2% do valor de cada carro vendido para as vítimas. A loja de materiais Sodimac anunciou que vai doar um tijolo para cada tijolo que os consumidores quiserem doar para moradores do sul do país. Já o Banco Crédito oferece empréstimos com taxas amigáveis e pagamento só em junho para ajudar a reconstruir o país.

Outras empresas estão usando a catástrofe para estimular o consumo. O supermercado Unimarc lembra, por exemplo, que “para ficar de pé, primeiro é preciso comer” . E a TV por assinatura Directv diz que “a esperança se vê melhor com Directv”, tudo num tom de campanha e solidariedade.  

No início, as propagandas emocionam e atraem simpatia – afinal, o país está tentando se reerguer. Mas, depois da décima vez, as peças publicitárias comecam a soar falsas e oportunistas. O terremoto que matou quase 500 pessoas também transformou-se numa tremenda oportunidade de robustecer o que as empresas chamam de marketing social. Tudo com grande estardalhaço. (João Paulo Charleaux)

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