O que é preciso saber sobre as eleições legislativas na França
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O que é preciso saber sobre as eleições legislativas na França

Votações são fundamentais para Emmanuel Macron, que precisa de uma maioria absoluta no Parlamento para colocar em prática seu programa de reformas

Redação Internacional

09 de junho de 2017 | 15h54

PARIS – Os franceses votarão nos dias 11 e 18 de junho para escolher, em uma eleição de dois turnos, a nova Câmara de Deputados, em um país em plena recomposição política após a vitória do centrista Emmanuel Macron nas presidenciais.

As votações são fundamentais para Macron, que necessita de uma maioria absoluta no Parlamento para aplicar o seu ambicioso programa de reformas. Saiba mais sobre a eleição abaixo.

Emmanuel Macron espera que sua vitória nas presidenciais lhe dê um impulso nas legislativas para que consiga maioria no Parlamento (Foto: AFP PHOTO / PATRICK KOVARIK)

Emmanuel Macron espera que sua vitória nas eleições presidenciais lhe dê um impulso nas legislativas para que consiga maioria no Parlamento (Foto: AFP PHOTO / PATRICK KOVARIK)

Sistema eleitoral

Os franceses devem eleger 577 deputados, incluindo 11 que representam os moradores no exterior. Cada circunscrição representa cerca de 125 mil habitantes. Se nenhum dos candidatos superar 50% dos votos no primeiro turno, irão disputar o segundo, para o qual se classificam os dois primeiros e aqueles que conquistarem os votos de mais de 12,5% dos inscritos.

No total, 7.882 candidatos se apresentam para estas eleições que renovarão amplamente a Assembleia Nacional, já que mais de 200 deputados em fim de mandato não buscarão a reeleição.

O partido de Macron, República em Movimento, apresenta um grande número de personagens novos sem experiência política. A idade média dos aspirantes é de 48,5 anos e mais de 42% são mulheres. No Parlamento que está saindo, as mulheres representam apenas 26,9% dos deputados, 155 dos 577, o que já era um recorde.

Eleições cruciais

Macron espera que sua vitória nas presidenciais lhe dê um impulso nas legislativas para que consiga maioria no Parlamento. O partido de extrema direita, Frente Nacional, de Marine Le Pen, buscará conseguir o maior número possível de cadeiras para os próximos cinco anos.

Principais forças

República em Movimento

Os 530 aspirantes deste partido enfrentarão candidatos, em muitos casos, com longos anos de experiência local. Se Macron não alcançar a maioria (289 cadeiras das 577), seu trabalho como presidente ficará mais complicado, já que será obrigado a formar uma coalizão com a direita ou a esquerda.

Republicanos

Desestabilizado com a nomeação de um de seus membros, Édouard Philippe, como primeiro-ministro de Macron, busca a revanche após a derrota de seu candidato, François Fillon, nas presidenciais. Contudo, será difícil conseguir um máximo de deputados já que o presidente seduziu muitos eleitores da direita.

França Insubmissa

Liderado pelo esquerdista Jean-Luc Mélenchon, ele espera tirar proveito de seu resultado nas presidenciais para se impor como o principal líder da oposição. Aponta para a conquista de pelo menos 15 deputados para formar um grupo parlamentar na Assembleia Nacional. Derrotado em 2012 por Le Pen em uma circunscrição do norte da França, Mélenchon se apresenta por Marselha contra um deputado socialista que aspira à reeleição.

Frente Nacional

Enfraquecida depois de resultados mais baixos do que o previsto nas presidenciais, o partido de extrema direita espera contar com seus 10,7 milhões de eleitores para surgir como a principal força da oposição. Além disso, ele espera ganhar ao menos nas 45 circunscrições em que Marine Le Pen obteve mais de 50% dos votos no segundo turno das presidenciais.

Partido Socialista

Depois de obter um dos piores resultados nas presidenciais, o partido que governou o país nos últimos cinco anos busca evitar um colapso. Uma parte de seu eleitorado abandonou o grupo para se unir ao movimento de Macron, outros ao de Mélenchon. Analistas preveem uma nova derrota eleitoral, similar à sofrida em 1993, quando obteve somente 57 deputados. Se este cenário se confirmar, o partido ficará afundado em uma profunda crise. / AFP

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