O que você precisa saber sobre a limitação de eletrônicos nos voos para os EUA
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O que você precisa saber sobre a limitação de eletrônicos nos voos para os EUA

Determinação é uma tentativa de resolver o que o governo qualificou como problemas resultantes de lacunas na segurança aeroportuária externa

Redação Internacional

21 de março de 2017 | 11h50

O governo do presidente americano, Donald Trump, impôs nesta terça-feira, 21, uma medida que impede passageiros em voos com destino aos EUA e provenientes de 10 aeroportos em nações de maioria muçulmana em companhias aéreas que não são americanas de carregar equipamentos eletrônicos maiores do que um telefone celular.

A determinação foi justificada como uma tentativa de resolver o que foi qualificado como problemas resultantes de lacunas na segurança aeroportuária externa. O governo afirmou, no entanto, que não foi motivado por uma ameaça específica ou crível de um ataque iminente.

A determinação do governo americano foi justificada como uma tentativa de resolver o que foi qualificado como problemas resultantes de lacunas na segurança aeroportuária externa (Foto: AP Photo/Kamran Jebreili)

A determinação do governo americano foi justificada como uma tentativa de resolver o que foi qualificado como problemas de segurança (Foto: AP Photo/Kamran Jebreili)

Veja abaixo o que você precisa saber sobre a nova medida, de acordo com informações da emissora CNN.

1.Quais aparelhos ficam proibidos a bordo?
Celulares estão permitidos, mas passageiros terão que despachar qualquer aparelho eletrônico maior do que eles, incluindo notebooks, câmeras fotográficas, videogames portáteis e tablets. Dispositivos médicos necessários na viagem são permitidos após escaneamento de segurança.

2. Quais os aeroportos envolvidos?
Cairo, no Egito; Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes; Istambul, na Turquia; Doha, no Catar; Amã, na Jordânia; Kuwait; Casablanca, em Marrocos; e Jidá e Riad, na Arábia Saudita.

3. Quais linhas aéreas são afetadas?
Pela medida americana, as nove companhias que operam voos diretos para os EUA dos países citados (EgyptAir, Emirates, Etihad, Kuwait Airways, Qatar Airways, Royal Air Maroc, Royal Jordanian Airlines, Saudi Arabian Airlines e Turkish Airlines). As empresas americanas não são afetadas. No caso britânico, a medida terá impacto também para as empresas nacionais. Serão afetadas British Airways, Easyjet, Jet2.com, Monarch, Thomas Cook e Thomson, enquanto as estrangeiras são Turkish Airlines, Pegasus Airways, Atlas-Global Airlines, Middle East Airlines, EgyptAir, Royal Jordanian, Tunis Air e Saudia.

4. Por que empresas americanas ficam de fora?
O governo não esclareceu, mas companhias aéreas como a American Airlines e a United Airlines já adotam medidas adicionais de segurança, como a utilização de uma segunda inspeção de segurança após a do aeroporto, feita por agentes americanos no portão de embarque dos voos.

5. As companhias americanas ganham com a medida?
Analistas consideram provável que passageiros habituados a usar os aparelhos eletrônicos para trabalhar passem a procurar as empresas americanas ao voar para os EUA a partir desses países. Não há provas de uma motivação comercial para o veto. O fato de o Reino Unido ter incluído empresas britânicas em sua lei tira a força dessa hipótese.

 

 

6. Quando a nova determinação entrará em vigor?
O governo americano notificou as empresas aéreas às 3 horas (locais) de ontem. Elas têm 96 horas para cumprir.

7. O que dizem as companhias aéreas envolvidas?
Decidiram se adaptar à norma.

8. Qual o motivo da medida?
Funcionários do governo americano argumentam que é uma resposta ao temor de que grupos terroristas possam usar aviões de passageiros para colocar dispositivos explosivos em equipamentos como laptops.

9. Os britânicos tem o mesmo argumento?
Sim, os britânicos reforçam a tese do governo de Donald Trump. Nos decretos contra a imigração a partir de alguns países de maioria muçulmana, os EUA estavam sozinhos.

10. É seguro carregar aparelhos eletrônicos na bagagem despachada?
Especialistas em segurança já alertaram que as baterias poderiam causar um risco de incêndio e levar à queda da aeronave. A Organização Civil Internacional de Aviação aconselhou os reguladores em 2016 a proibir o transporte de tais materiais em grande quantidade nos porões de carga dos aviões de passageiros

 

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