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Objetos que glorificam Lenin e Stalin são expostos na Rússia

Redação Internacional

08 Maio 2014 | 15h55

A boina de Lenin e a coleção de cachimbos de Stalin estão entre os itens de coleção em exposição no museu histórico russo que abriu recentemente seu arquivo secreto de relíquias dos líderes soviéticos.

A exposição no Museu Histórico do Estado, próximo à Praça Vermelha, reúne cerca de mil objetos que glorificam Lenin e Stalin – entre eles retratos, pôsteres e presentes de categorias – assim como artigos pessoais e até máscaras mortuárias.

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Quadro retrata o líder soviético Lenin – Foto: Reprodução/Museu Histórico do Estado

Intitulada “O Mito do Amado Líder”, a exposição é desenhada para “fazer com que reflitamos sobre nossa história para ajudar a evitar que cometamos os mesmos erros de novo”, disse uma das curadoras, Yelena Zakharova, à agência de notícias AFP.

A exposição abriu em uma área do museu que até o fim da era soviética abrigava uma vasta coleção totalmente dedicada ao legado de Lenin. “Vai haver uma quantidade de visitantes que são nostálgicos e que vai vir à exposição para ver os objetos que ele conhece desde criança. Mas outros vão lembrar que eles ligam nossa vida real com seus milhões de vítimas”, disse Zakharova.

A imagem mostra como a imagem do primeiro líder soviético evoluiu, seguindo a linha do partido, ao longo do tempo. “Lenin não nasceu com sua boina, apesar do que o povo soviético poderia acreditar”, disse Zakharova. Ela mostrou uma caixa com um traje muito pouco proletário: um sobretudo muito bem cortado, chapéu e sapatos que Lenin usou em seu retorno do exílio na Suécia em 1917.

Lenin novamente é retratado usando um chapéu ao estilo europeu em uma litografia de 1917 intitulada “Lenin espera por um bonde”. Mas de 1918 em diante, o líder bolchevique nunca mais é retratado sem a sua característica boina.

E como ele era de família nobre, Lenin quase nunca é retratado com membros de sua família, ou até sua mulher, Nadezhda Krupskaya. “O povo da União Soviética deveria ser sua família”, disse Zakharova.

Uma árvore genealógica mostra as origens judaicas da família de sua mãe, desde sempre escondidas pelo regime, que frequentemente era antissemita, especialmente sob Leonid Brezhnev, quando os judeus eram proibidos de ocupar altos cargos.

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