Os curiosos ‘rivais’ de Hillary Clinton e Jeb Bush na disputa presidencial dos EUA
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Os curiosos ‘rivais’ de Hillary Clinton e Jeb Bush na disputa presidencial dos EUA

Centenas de americanos preenchem, em cada ciclo eleitoral, o formulário necessário para se candidatar à Casa Branca, mas menos de 10% cumpre o pré-requisito de arrecadar ou gastar ao menos US$ 5 mil na campanha

Redação Internacional

15 de junho de 2015 | 16h12

Seus nomes não saem diariamente nos jornais e eles não têm nenhuma chance de vitória, mas, da mesma forma que a democrata Hillary Clinton e o republicano Jeb Bush, desejam se transformar no próximo presidente dos Estados Unidos.

Até esta segunda-feira, 15, um total de 386 pessoas havia se registrado na Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês) dos EUA como candidatos presidenciais para as eleições de novembro de 2016. A lista de candidatos é tão extensa porque, entre outras coisas, é muito fácil inscrever-se.

candidatos curiosos à presidência dos EUA em 2016

Da esquerda para a direita, em sentido horário: Brittany Clark, HRM César San Agustín de Bonaparte Imperador dos Estados Unidos e da Isla Tortuga, Thomas Keister, Vermin Supreme, Princesa Khadijah M.Jacob-Fambro e John Green Ferguson.H (Foto: NYT)

De acordo com a Comissão Federal Eleitoral, os requisitos são preencher um formulário, ter pelo menos 35 anos de idade, ser cidadão americano e ter arrecadado ou gastado um mínimo de US$ 5 mil para a campanha. “A inscrição pode ser feita antes de ter alcançado essa soma de dinheiro, e qualquer pessoa pode preencher o formulário”, disse o porta-voz da FEC, Christian Hilland.

A cidadania é um requisito fundamental e basta lembrar o ocorrido com o presidente Barack Obama, que teve que divulgar em 2011 sua certidão completa de nascimento perante as dúvidas expressadas por alguns de seus opositores da direita mais radical, que questionavem se ele tinha nascido nos EUA ou no Quênia.

Curiosidades na lista de aspirantes a suceder Obama na Casa Branca há muitas, entre elas a presença de quatro candidatos que usam o mesmo nome do governador de Wisconsin, Scott Walker, um dos favoritos entre os eleitores republicanos e que ainda não oficializou sua intenção de concorrer à presidência.

O candidato com o nome mais longo é, sem dúvida, HRM César San Agustín de Bonaparte Imperador dos Estados Unidos da Isla Tortuga, residente em Malibu (Califórnia) e filiado ao Partido do Ditador Absoluto. Segundo os registros da Comissão Eleitoral, este cidadão está se inscrevendo como candidato à presidência desde 1996.

Por outro partido, o Pirata, se apresenta o cidadão Kevin Deame, de Connecticut, enquanto Doris Cintron, de San Diego (Califórnia) afirma no formulário oficial que sua afiliação é “democrata e republicana”.

Ao Partido Revolucionário se associa outra aspirante, a Princesa Khadijah M.Jacob-Fambro, de San Francisco, e que usou o formulário para pedir o rapper Lil Wayne em casamento.

A maioria dos candidatos pertence às legendas majoritárias, republicana e democrata, mas há também independentes, de partidos minoritários (verde, libertário) e outros que se apresentam sob o guarda-chuva de siglas desconhecidas para o grande público como A99, AME, HEL e NBC.

Quem não aparece ainda registrado, embora já esteja em campanha para concorrer de novo pela Casa Branca, como já fez anteriormente, é Vermin Supreme, inconfundível com sua longa barba e seu chapéu preto. Em 2008, nas eleições gerais vencidas por Obama, Supreme obteve 43 votos em nível nacional e em janeiro de 2012, nas primárias democratas de New Hampshire, recebeu mais de 800.

Seu programa de campanha é muito claro: se for eleito presidente, promete estabelecer leis para que a escovação de dentes seja obrigatória, um plano de contingência para a “próxima invasão zumbi” e “pôneis de graça” para todos os americanos.

“Qualquer cidadão americano com mais de 35 anos pode concorrer à presidência e a cada quatro anos centenas deles preenchem os formulários de candidatura da FEC”, explicou Brett G. Kappel, da empresa de advocacia Akerman LLP, especializada em leis eleitorais. “Dos mais de 300 que já se registraram até agora, menos de 10% conseguirá arrecadar ou gastar mais do que os US$ 5 mil que seus comitês de campanha precisam para se registrar na comissão.” / NYT e EFE