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PARA ENTENDER: Admissão palestina é um processo lento

Luciana Fadon Vicente

29 Setembro 2011 | 11h20

Historicamente, o processo de adesão de um país à ONU é lento. O pedido feito pelas duas Coreias, em 1949, demorou 42 anos para ser aprovado. Outras solicitações, como a da Espanha e do Japão, nem sequer foram aceitas na primeira tentativa. Uma vez enviados os documentos ao Comitê de Adesões do Conselho de Segurança, os diplomatas podem usar várias ferramentas para atrasar uma votação definitiva, como fazer pedidos de informações adicionais, de esclarecimentos ou de consultas.

Em alguns casos, no entanto, os pedidos de admissão são definidos rapidamente. O Sudão do Sul, por exemplo, entrou com um pedido de adesão no dia 11 de julho. Dois dias depois, o Conselho de Segurança já havia aprovado a solicitação e, no terceiro dia, a Assembleia-Geral referendou a entrada do país na ONU.

Os palestinos sabem que não há consenso sobre seu pedido e já disseram que estão preparados para esperar.

PONTOS-CHAVE
As posições dos envolvidos no conflito

Fatah. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, rejeita negociar enquanto Israel não contiver assentamentos. O Hamas, que domina Gaza, é contra declaração de Estado. Leia a íntegra do discurso de Abbas diante da Assembleia-Geral da ONU.

Israel. Benjamin Netanyahu, premiê de Israel, diz que só haverá Estado palestino após negociações e acordo de paz. Rejeita frear expansão de assentamentos. Leia a íntegra do discurso de Netanyahu diante da Assembleia-Geral da ONU.

EUA. Aliado histórico de Israel, Washingtou já declarou que vetará pedido palestino no Conselho de Segurança. Pressionam por retomada das negociações. Leia a íntegra do discurso do presidente Barack Obama diante da Assembleia-Geral da ONU.