Para entender: As Forças Democráticas Sírias (FDS), grupo árabe-curdo que combate o EI
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Para entender: As Forças Democráticas Sírias (FDS), grupo árabe-curdo que combate o EI

Criadas em 2015, são formadas por cerca de 30 mil homens e mulheres, e recebem uma ajuda significativa dos EUA em armamento e apoio aéreo nas suas operações

Redação Internacional

17 Outubro 2017 | 10h17

BEIRUTE – Criadas em outubro de 2015, as Forças Democráticas Sírias (FDS), que expulsaram nesta terça-feira, 17, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) da cidade síria de Raqqa, são a ponta de lança na luta contra os jihadistas.

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Principal parceiro na Síria da coalizão internacional anti-extremista liderada pelos EUA, esta aliança árabe-curda lançou em novembro de 2016 a ofensiva para conquistar Raqqa, principal reduto do EI no norte da Síria.

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As FDS também contam com árabes muçulmanos e cristãos, bem como alguns turcomanos, todos de populações de regiões do norte que escapam do controle do regime de Bashar Assad (Foto: AFP PHOTO / BULENT KILIC)

As FDS também contam com árabes muçulmanos e cristãos, bem como alguns turcomanos, todos de populações de regiões do norte que escapam do controle do regime de Bashar Assad (Foto: AFP PHOTO / BULENT KILIC)

As FDS são formadas por cerca de 30 mil homens e mulheres, dos quais 25 mil são curdos e 5 mil são árabes, todos sírios. Estas forças foram estabelecidas em um país devastado pela guerra desde 2011, com o objetivo principal de derrotar o EI no norte da Síria.

Com uma clara predominância das Unidades de Defesa do Povo Curdo (YPG), as FDS também contam com árabes muçulmanos e cristãos, bem como alguns turcomanos, todos de populações de regiões do norte que escapam do controle do regime de Bashar Assad.

Antes da criação das FDS, as YPG infligiram derrotas esmagadoras ao EI, evitando que os extremistas tomassem as cidades de Kobane e Tall Abyad em 2015, a oeste de Raqqa e perto da fronteira turca.

Depois de lançar em 2014 sua campanha de ataques aéreos contra os extremistas no Iraque e na Síria, os EUA, à frente da coalizão internacional, se viram diante da necessidade de encontrar um aliado confiável no campo.

Em um primeiro momento, lançaram um programa de US$ 500 milhões para formar um exército de rebeldes visando combater o EI. Mas o projeto fracassou, especialmente porque alguns grupos se juntaram à facção síria da Al-Qaeda com suas armas.

Depois disso, as FDS foram criadas. Estas forças têm recebido uma ajuda significativa dos EUA em armamento e apoio aéreo nas suas operações.

Além disso, a Casa Branca enviou à Síria centenas de militares, incluindo agentes das forças especiais. Autoridades americanas se reuniram com os comandantes das FDS no norte sírio.

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Em maio, Washington começou a enviar armas para as YPG, apesar das objeções da Turquia, que as considera uma “organização terrorista” e uma extensão dos separatistas curdos turcos.

A Turquia quer impedir que os curdos constituam uma região autônoma ao longo de sua fronteira com a Síria. Neste contexto, lançou há vários meses uma operação dentro da Síria com o apoio de forças rebeldes sírias, que tomaram Jarabulus, reduto do EI. Mas Ancara não conseguiu convencer Washington a encontrar um parceiro alternativo às FDS para a batalha de Raqqa. / AFP

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