Para entender: Japão e China disputam ilhas inabitadas
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Para entender: Japão e China disputam ilhas inabitadas

Tóquio pretende construir base aérea nas ilhas conhecidas como Senkaku pelo Japão e Diaoyu pela China; território fica em zona de defesa área declara da por Pequim em 2013

Redação Internacional

16 de julho de 2015 | 11h18

A aprovação nesta quinta-feira, 16, na câmara baixa do Parlamento do Japão de um projeto de lei que pode permitir o envio de soldados do país para lutar no exterior pela primeira vez desde a 2.ª Guerra é defendida pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que a considerada “essencial” para que o país possa enfrentar novos desafios, em especial a ascensão da China na região.

Hoje, a principal disputa entre os dois países é o controle das ilhas conhecidas como Senkaku pelo Japão e Diaoyu pela China, um arquipélago inabitado entre China, Japão, Coreia do Sul e Taiwan. Os japoneses anexaram as ilhas no século 19. Na 2.ª Guerra, elas foram ocupadas pelos americanos e nos anos 60, estudos indicaram que haveria petróleo no local. Os EUA desocuparam o território em 1972 e o Japão assumiu o controle, embora a soberania siga indefinida.

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Depois de dependerem por muito tempo de bases americanas em Okinawa para apoio às suas limitadas patrulhas na área, os japoneses pretendem construir uma nova base para as Forças Armadas até 2016 nestas pequenas ilhas em disputa.

Por sua vez, a China adotou uma posição mais agressiva na disputa pelas ilhas depois que o Japão nacionalizou o território em setembro de 2011, para evitar que elas fossem vendidas a um grupo nacionalista, o que poderia ter um impacto ainda mais explosivo para a relação bilateral. Desde então, Pequim passou a atuar como se as ilhas estivessem em seu território, enviando missões de patrulhamento para a região.

Além disso, no fim de 2013 a China declarou uma zona de defesa área que inclui as Ilhas Diaoyu/Senkaku, exigindo que qualquer avião que sobrevoe a região detalhe seu plano de voo e mantenha as vias de comunicação abertas. As autoridades de Pequim também disseram que poderiam adotar ações militares contra aviões que desobedecessem às exigências.

Na ocasião, Abe afirmou que a medida chinesa “não têm validade para o Japão” e exigiu que Pequim “revogue determinações que infrinjam a liberdade de voo no espaço aéreo internacional”, enquanto que os EUA enviaram dois aviões B-52 que sobrevoaram a área sem cumprir as exigências de Pequim.

A zona de defesa aérea chinesa também foi criticada pela Coreia do Sul porque incluiria uma área de rochas submersas controladas por Seul. O ministro da Defesa da Coreia do Sul classificou como “inaceitável” a decisão chinesa e também defendeu que os aviões do país não notificariam a
China quando sobrevoassem a área.

No ano passado, em visita oficial ao Japão, Obama afirmou ao jornal Yomiuri que as pequenas ilhas disputadas entre Tóquio e Pequim estão incluídas em um tratado bilateral de segurança que obriga os EUA a saírem em defesa do Japão. “A política dos EUA é clara. As ilhas Senkaku são administradas pelo Japão e, portanto, estão dentro do escopo do Tratado EUA-Japão de Cooperação e Segurança Mútua”, afirmou o presidente. / REUTERS, AP e EFE

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