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PARA ENTENDER: O ‘Taleban da Nigéria’ cresce

Patrícia Ferreira

25 de dezembro de 2011 | 22h01

Na língua local hausa, Boko Haram significa “educação ocidental é sacrilégio” – indício de quão fundamentalista é o grupo insurgente que vem aterrorizando a Nigéria, país de 160 milhões de pessoas. O modo de organização e o sangrento radicalismo renderam ao Boko Haram o apelido de “O Taleban nigeriano”. Só em 2011, 504 pessoas – em sua esmagadora maioria civis – foram assassinadas pelos radicais.

A luta entre o grupo e o governo nigeriano chamou a atenção do mundo pela primeira vez em 2009, quando militantes conseguiram saquear e destruir delegacias em Maiduguri, região noroeste da Nigéria, já quase no Deserto do Saara. Em retaliação, forças nigerianas esmagaram focos da rebelião, além da principal mesquita do Boko Haram. O líder e fundador da organização, Ustaz Mohammed Yusuf, foi preso e morreu sob custódia. Cerca de 700 pessoas morreram nos confrontos. O grupo luta pela volta de um califado na região da Nigéria (o último caiu em 1903, derrotado pelo Império Britânico).

Cidadãos do Níger, Chade e Camarões também teriam entrado para o Boko Haram, que estabeleceu contato com filiais da Al-Qaeda na Somália e Magreb. Para muitos, o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, hesita em lançar uma ofensiva mais firme porque, cristão, ele teme as consequências de um confronto com a minoria islâmica da Nigéria.

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