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PARA ENTENDER: O acordo entre Israel e o Hamas

Redação Internacional

12 de outubro de 2011 | 15h24

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Mural diante da residência oficial do premiê israelense exibe apelos para que Shalit seja solto

(atualizado às 17h06) O grupo islâmico Hamas, que domina a Faixa de Gaza, e o governo de Israel firmaram na terça-feira, 11, um acordo para troca de prisioneiros. O soldado Gilad Shalit, capturado pelo Hamas na fronteira com a Faixa de Gaza em junho de 2006, será libertado pelo Hamas em troca de 1027 palestinos que estão em cadeias de Israel.

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PARA LEMBRAR: A captura de Gilad Shalit

Conheça a seguir alguns detalhes do acordo, que será colocado em prática em duas etapas. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, 12, pela imprensa israelense.

No próximo domingo, o Ministério da Justiça de Israel vai publicar a lista dos palestinos que deverão ser soltos. Nas 48 horas seguintes, até terça-feira pela manhã, o público poderá apresentar objeções à Suprema Corte contra a libertação. Se não houver oposições, já na manhã de terça-feira Israel soltará entre 450 e 470 presos. Há, entre eles, 280 que foram condenados à prisão perpétua pela morte de civis israelenses e 27 prisioneiras.

Paralelamente, Shalit será transferido para o Cairo através da passagem de Rafiah, no sul da Faixa de Gaza, e de lá para Israel. Ao chegar, o soldado será levado para uma base militar, onde serão realizados exames médicos. De lá, ele viaja para Mitzpe Hila, no norte do país, onde mora a família. Os pais de Shalit, Noam e Aviva, voltaram para casa nesta quarta depois de quase um ano em Jerusalém, onde acamparam diante da residência oficial do premiê Benjamin Netanyahu.

Em uma segunda etapa, dentro de dois meses, Israel deverá libertar até 550 prisioneiros palestinos. A maioria dos libertados na primeira etapa – que eram residentes da Cisjordânia -, será deportada para a Faixa de Gaza. Apenas 110 dos primeiros 450 presos que serão soltos poderão voltar para a Cisjordânia, outros 40 serão expulsos para o exterior e 300 irão para a Faixa de Gaza, onde deverão ser recebidos com festejos organizados pelo Hamas.

Os prisioneiros que voltarem para a Cisjordânia não terão liberdade de sair de suas aldeias, não poderão viajar para o exterior e terão que se apresentar perante as autoridades militares israelenses uma vez por mês.

Com BBC

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