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PARA ENTENDER: O perfil do juiz Garzón e o caso contra ele

Redação Internacional

31 de janeiro de 2012 | 05h49

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O juiz espanhol Baltasar Garzón é conhecido por lutar contra a corrupção e violação dos direitos humanos. Entre os alvos das investigações do juiz estão o grupo separatista ETA, o narcotráfico e a máfia russa. A imprensa espanhola afirma que o juiz nunca entrou em audiências pela garagem, da forma como fazem alguns dos seus companheiros por motivos de segurança.

Hoje, grupos de direita, entre eles os “falangistas“, o Sindicato Manos Limpias e advogados de pessoas afetadas pelas suas decisões judiciais movem três processos judiciais contra ele (leia a seguir). O mais polêmico é o relacionado com a investigação dos crimes da ditadura franquista, porém todos eles foram contestados pela ONU.

Os três processos contra Garzón

Crimes do franquismo. Em 2008, o juiz se declarou competente para investigar os crimes do franquismo como crimes da humanidade. O advogado da acusação, Luciano Varela, afirma que, com a iniciativa, Garzón “decidiu conscientemente ignorar a Lei de Anistia”.

Financiamento em Nova York. Garzón organizou, entre 2005 e 2006, cursos na Universidade de Nova York. Segundo a acusação, o juiz financiou esses seminários com dinheiro do banco Santander e, depois, arquivou uma denúncia contra o presidente do banco.

Caso Gürtel. Durante o julgamento do caso Gürtel na Audiência Nacional, Garzón mandou gravar conversas na prisão entre alguns advogados da trama de corrupção que afeta o Partido Popular (PP). As escutas foram anuladas e o juiz está sendo processado por prevaricação e por um delito contra garantias de intimidade.

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