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Para fugir de espionagens, serviço secreto russo troca computadores por máquinas de escrever

Redação Internacional

11 de julho de 2013 | 12h45

Com o vazamento da existência de um programa secreto do governo americano de monitoramento de telefonemas, e-mails e redes sociais, alguns países já cogitam medidas para escapar da vigilância. Na Rússia, o serviço secreto está trocando os computadores pela boa e velha máquina de escrever. Já o governo da Venezuela defende um boicote ao Facebook.

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O Serviço Federal de Proteção (SFO) russo, que tem entre suas responsabilidades garantir a segurança de altos funcionários do governo, comprou 20 máquinas de escrever para evitar possíveis vazamentos de informação através do uso de meios eletrônicos, revelou nesta quinta-feira, 11, o jornal local Izvestia.

“Após os escândalos com a divulgação de documentos secretos pelo Wikileaks, as revelações de Edward Snowden (o ex-técnico da CIA), as informações sobre as escutas a Dmitri Medvedev (ex-presidente russo) durante a cúpula do G20 em Londres, decidiu-se ampliar a prática de criar documentos em papel”, disse ao jornal uma fonte do SFO.

Analistas em segurança explicaram ao Izvestia que as máquinas de escrever são usadas na maioria dos serviços secretos e outras administrações públicas da Rússia que trabalham com informação confidencial, como o Ministério da Defesa ou o Ministério de Situações de Emergência.

Na Venezuela, a ministra do Serviço Penitenciário, Íris Varela, fez um apelo aos cidadãos do país: fechem suas contas no Facebook para evitar se tornar informantes involuntários da CIA.

“Compatriotas: cancelem suas contas no Facebook, vocês têm trabalhado de graça como informantes da CIA. Revisem o caso Snowden!”, disse Iris. O alerta foi feito pela ministra em sua conta de outra rede social: o Twitter.

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