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Passeata antigay em Uganda parabeniza presidente

Redação Internacional

01 de abril de 2014 | 11h07

A polêmica lei antigay na Uganda tem se convertido em um trunfo para a popularidade do presidente  Yoweri Mouseveni. Se por um lado a reação internacional tem sido de condenação, com Estados Unidos e Europa suspendendo ajuda financeira ao país, internamente, líderes e segmentos religiosos têm demonstrado apoio ao líder.

Uma manifestação antigay de religiosos e jovens estudantes, na segunda-feira, agradeceu o presidente pela assinatura da lei que pune as relações entre pessoas do mesmo sexo no país. Para os organizadores do ato,  o presidente merece crédito por desafiar a pressão do Ocidente.

Com vários cartazes, os participantes protestaram contra os cortes em ajuda financeira feitos por EUA e União Europeia. “Obama, queremos comércio, não homossexuais”, dizia um dos cartazes.

Mouseveni falou aos manifestantes e disse que agora está “mobilizado para lutar” contra os gays ocidentais que, segundo ele, promovem a homossexualidade na África.

O presidente voltou a dizer que a homossexualidade merece punição por ser “criminosa e tão cruel”. A manifestação reuniu milhares em Kampala, capital da Uganda. Eles cantavam e dançavam músicas com teor antigay e, entre os manifestantes, havia crianças em idade escolar.

Assinada mês passado, a lei permite que réus primários sejam condenados a até 14 anos de prisão e prevê a prisão perpétua como pena máxima.

A homossexualidade é um tabu em quase todos os países africanos e ilegal em 37 deles, incluindo Uganda. O medo de violência, prisão e de perder o emprego fazem com que poucos africanos assumam publicamente sua opção sexual.

 

Veja imagens da passeata:

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