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PERFIL: Pedro Bordaberry – candidato do sobrenome usado em Ciência Política

Representante do Partido Colorado tenta desvincular imagem do pai, ex-ditador

Redação Internacional

22 de outubro de 2014 | 18h18

Ariel Palacios, correspondente / Buenos Aires

Bordaberry é um sobrenome complicado de ostentar, pois recorda o ditador civil Juan María Bordaberry (eleito em 1971 e títere dos militares entre 1973 e 1976), que deu origem a um termo das ciências políticas, a “bordaberrização” (que refere-se a uma ditadura militar que pretende ter aparência democrática e para isso coloca um civil como presidente).

No entanto, as semelhanças de Pedro Bordaberry com o pai ex-ditador (que morreu em 2011) restringem-se ao queixo proeminente.

Pedro Bordaberry tornou-se a jovem estrela do Partido Colorado desde que ocupou a pasta do turismo no governo de Jorge Batlle (2000-2005). Nas eleições de 2004, o partido – abalado pela crise econômica de 2001-2002, com Guillermo Stirling como candidato – obteve apenas 10,6% dos votos, o pior desempenho dos colorados em toda sua história.

Bordaberry encarregou-se de renovar o partido. Candidatando-se a presidente em 2009, recuperou terreno, conseguindo 17,02% dos votos.

Pesquisas mostram que para as eleições deste ano ele teria 15% das intenções de voto.

Pedro, que era um pré-adolescente quando seu pai governou o país, evita falar sobre a ditadura dos anos 70. Mas em 2007 participou de um ato público que tinha o slogan “nunca mais irmãos contra irmãos”, abraçando o presidente socialista Tabaré Vázquez, condenando o período ditatorial.

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