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PERFIS: Conheça os candidatos à Casa Branca em 2012

Redação Internacional

21 de outubro de 2012 | 01h26

Barack Obama, presidente e candidato à reeleição

Da esperança à tímida reação na economia

Barack Hussein Obama, o primeiro presidente negro da história dos EUA, tenta se reeleger após quatro anos difíceis. Eleito com a promessa de mudança, Obama herdou um país profundamente afetado pela crise financeira de 2008. A indústria automobilística estava em colapso. Wall Street, em frangalhos. No apagar das luzes do governo de George W. Bush, o Congresso aprovou um pacote de resgate do mercado financeiro no valor de US$ 700 bilhões. Pouco após assumir a presidência, Obama propôs um novo pacote, de US$ 787 bilhões, para recuperar a economia americana. A medida foi aprovada pelo Congresso em fevereiro.

Na primeira metade do mandato, quando ainda tinha maioria na Câmara e no Congresso, Obama conseguiu também aprovar uma reforma no sistema de saúde inspirada na aprovada em Massachusetts, durante o governo de Mitt Romney, hoje, seu rival.

Com a tímida recuperação da economia e a taxa de desemprego persistentemente alta, os democratas perderam o controle da Câmara em 2010. O Tea Party, facção radical do Partido Republicano ganhou corpo e passou a obstruir os projetos do presidente, exigindo cortes de gastos e de impostos. Na política externa, o democrata encerrou a guerra no Iraque e ordenou a operação que matou Osama bin Laden.

Mitt Romney, republicano e ex-governador de Massachusetts

O empresário que promete criar empregos

Willard Mitt Romney, de 65 anos, esperou quatro anos para disputar a presidência dos EUA. Em 2008, o ex-governador de Massachusetts, perdeu as primárias para o senador John McCain. Quatro anos depois, superou outros candidatos mais à direita do partido para vencer a nomeação: Newt Gingrich, Rick Santorum e Ron Paul.

Moderado, ex-governador de um Estado liberal e empresário de sucesso do setor de private equity (compra e reestruturação de empresas), Romney radicalizou seu discurso ao longo das primárias para atingir a base do partido, que com a ascensão do Tea Party foi mais para a direita do espectro político.

Durante a campanha, no entanto, Romney concentrou seu discurso em apresentar-se como a melhor alternativa para retomar a geração de empregos e o crescimento econômico nos EUA.

O vazamento de um vídeo gravado em um jantar com doadores da campanha, no qual Romney desdenha de eleitores de Obama chegou a abalar sua campanha. A boa participação no primeiro debate contra o presidente, no entanto, o fez subir nas pesquisas de opinião e equilibrar a disputa em alguns Estados cruciais para a decisão no colégio eleitoral.

Estrategistas americanos consideram uma vitória em Ohio crucial para as intenções de Romney.

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