Perguntas e respostas sobre as Colinas do Golan
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Perguntas e respostas sobre as Colinas do Golan

Como a região foi dominada por Israel, quem mora lá e o que mudou com o reconhecimento de Trump?

Redação Internacional

22 de março de 2019 | 20h52

1. Como as Colinas do Golan foram parar sob controle de Israel?

Ao vencer a Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel tomou as Colinas do Golan da Síria Em 1981, Israel anexou o território, mas a medida nunca foi reconhecida internacionalmente e o Conselho de Segurança da ONU emitiu uma resolução nesse ano afirmando que a medida israelense não tinha efeito legal.

Drusos israelenses nas Colinas do Golan

Drusos israelenses nas Colinas do Golan

2. Quem mora no território?

As colinas são densamente povoadas. Segundo estimativas, há cerca de 50 mil pessoas, mais da metade delas colonos israelenses. O restante é formado por pessoas de ascendência síria de religião drusa, que é descrita como uma vertente do Islã ismaelita. Os moradores drusos têm resistido a aceitar a cidadania israelense e mantêm uma forte conexão com a Síria.

3. O que mudou na quinta-feira?

Por décadas, as Nações Unidas e os EUA rejeitaram reconhecer a anexação por Israel das Colinas do Golan e da Cisjordânia, em 1967, argumentando que a situação tinha de ser negociada diplomaticamente. Mas o presidente Donald Trump tuitou na quinta-feira que, “pela primeira vez, os EUA reconheciam a soberania de Israel sobre as Colinas de Golan”, acrescentando que isso era importante muito para Israel e a estabilidade do Oriente Médio.

4. Qual o contexto da declaração de Trump?

Ele já havia reconhecido Jerusalém como a capital de Israel e transferido para a cidade a embaixada dos Estados Unidos que ficava em Tel-Aviv, além de cortar a ajuda financeira aos palestinos. Em novembro, os EUA votaram pela primeira vez contra uma resolução simbólica que a ONU promove anualmente condenando a presença de Israel nas Colinas do Golan. O tuíte de Trump não mudará a situação no território, pois não há nenhuma negociação sobre o status da área, nem Israel pretende sair. / NYT