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Perguntas e respostas sobre o desaparecimento de voo da Malaysia Airlines

Redação Internacional

14 Março 2014 | 16h57

(Atualizado em 17/03) A rede americana CNN e a revista Foreing Policy consultaram especialistas em aviação para responderem uma série de perguntas sobre o desaparecimento do voo MH 370 da Malaysia Airlines.

Leia abaixo as principais dúvidas respondidas:

– O avião saiu da rota?

Provavelmente, mas não há confirmação sobre isso. Desde que começaram as buscas, autoridades da Malásia pesquisaram objetos e uma mancha de óleo no mar, mas nada tinha relação com o avião desaparecido. Dados captados por um satélite do último sinal enviado pela aeronave são os mais fortes indícios de que voo MH 370 alterou sua rota.

– O avião pode ter pousado em algum lugar?

Como as autoridades não descartaram a hipótese de o avião ter sido sequestrado, a revista americana Foreign Policy elaborou uma lista de pistas e aeródromos dentro da área estimada de abrangência de voo do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines onde um piloto poderia pousar a aeronave.


Visualizar Airfields in MH 370’s potential range em um mapa maior

– Por que o transponder parou de funcionar?

O transponder é um rádio que fica na cabine do piloto que funciona como um radar. Quando ele recebe um sinal de radar, manda uma resposta dizendo a posição e a altitude da aeronave. Um dos mistérios desse caso é o motivo de o aparelho ter parado de funcionar.

Segundo o ex-capitão Mark Weiss, é quase impossível um piloto desligar o transponder e sem a gravação de voz dos pilotos e os dados do radar, é difícil saber quem estava na cabine dos pilotos.

Alguns especialistas dizem que um sequestrador pode ter danificado o aparelho, enquanto outros acreditam que uma grande falha na energia possa ser a causa de o transponder ter parado de emitir sinais.

– Essa é a primeira vez que um avião fica por tanto tempo desaparecido?

Não. Em diversos acidentes aéreos, as buscas foram complexas e demoraram, como os casos da PanAm 103, em 1988, o TWA 800 em 1996 e o EgyptAir 990, em 1999. Mas nenhum caso foi mais demorado do que o do Air France 447, que caiu em 2009 após partir do Rio de Janeiro. Levou quase dois anos até que a maioria dos destroços e corpos das vítimas fossem resgatados.

– Os pilotos desse voo eram experientes?

Sim. Fariq Ab Hamid, de 27 anos, o copiloto desse voo, está na Malaysia Airlines desde 2007. Ele tem 2.763 horas de voo e passou para o Boeing 777-200 depois de um treinamento com simulador.

O capitão Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, estava pilotando o avião e ingressou na companhia aérea em 1981. Ele possui 18.365 horas de voo.

– Tudo é possível? Pode ter sido um sequestro? Um ato terrorista?

A CIA e o FBI não acreditam muito nessas possibilidades, mas as autoridades não descartam. A principal suspeita é que o avião tenha mudado sua rota, hipótese reforçada pela perda de comunicação com a aeronave e o desligamento do transponder. Alguns falam na possibilidade de o avião ter explodido, mas mesmo se isso for comprovado, não significa que tenha sido um ato terrorista.

– Pode ter sido um erro dos pilotos?

Essa é outra possibilidade. Foi o que aconteceu no caso do avião da Air France em 2009 (que também teve um problema mecânico). Até o momento, nada aponta para um erro humano no caso do voo da Malaysia Airlines.

– Então, uma falha mecânica pode ter provocado o desaparecimento do avião?

Essa é a principal possibilidade até agora. O fato de ainda não terem encontrado nenhum destroço da aeronave pode significar que o piloto precisou realizar um pouso de emergência no mar e o avião afundou. O consultor de aviação Kit Darby explica que pode ter ocorrido um problema de energia, o sistema de energia reserva durou apenas uma hora e o piloto tentou voltar ao aeroporto ou regiões que conhecesse.

Outra possibilidade é que uma janela ou porta tenha falhado, permitindo que a temperatura na cabine ficasse em -60.ºC, criando um nevoeiro congelante e dando aos tripulantes alguns segundos para vestir máscaras de oxigênio antes de ficarem desorientados e incapacitados.

 

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