As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Portugal celebra os 40 anos da Revolução dos Cravos

Redação Internacional

25 de abril de 2014 | 12h27

LISBOA – Portugal comemora nesta sexta-feira, 25, os 40 anos da Revolução dos Cravos. O golpe militar acabou com quase 50 anos de ditadura no país e marcou a transição para a democracia.

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, durante cerimônia oficial pela data, repassou as melhoras registradas nos últimos 40 anos e elogiou o levantamento militar que acabou com o regime, mas afirmou que é cada vez maior a distância entre os partidos políticos e a população, o que chamou de risco para o funcionamento do sistema democrático.

Na opinião do presidente luso – que foi no passado líder do hoje governante Partido Social Democrata, de centro-direita – as forças parlamentares “devem compreender que a insatisfação e o desinteresse dos cidadãos acabará afetando sua atividade”.

Embora “a democracia não corra perigo”, Cavaco Silva insistiu que 40 anos depois do 25 de abril é o momento que “os partidos se repensem e assumam sua responsabilidade na construção do futuro de Portugal”. “É difícil entender que em uma democracia consolidada agentes políticos responsáveis não cheguem a consensos sobre questões essenciais para nosso futuro coletivo.”

O 25 de abril “não foi feito para dividir, mas para unir os portugueses em torno de um desígnio comum, sem prejuízo de divergência de opiniões”, disse Cavaco Silva. “Temos enormes desafios a enfrentar. Nosso combate não é menor do que o de 25 de abril (de 1974), só construiremos um país mais justo com o esforço coletivo.”

A baixa natalidade, o envelhecimento da população, a crise do sistema de previdência, o desemprego de longa duração, assim como as disparidades entre as regiões do interior e do litoral foram alguns dos desafios mencionados no discurso do presidente./ EFE

Tudo o que sabemos sobre:

PortugalRevolução dos Cravos

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.