Prefeito de cidade italiana proíbe população de morrer
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Prefeito de cidade italiana proíbe população de morrer

Davide Zicchinella, prefeito de Sellia, diz que medida seria uma forma de o governo municipal combater o despovoamento da região e estimular as pessoas a cuidarem da própria saúde

Redação Internacional

06 de agosto de 2015 | 11h36

A cidade italiana de Sellia, na região da Calábria, aprovou uma ordem que estabelece a “proibição de morrer” a seus moradores, a maioria idosos, a fim de conter o despovoamento e amortizar seus serviços de saúde.

Sellia é um pequeno município medieval no qual 60% da população é formada por idosos de mais de 75 anos, muitos deles mulheres viúvas.

A ordem municipal entrou em vigor na quarta-feira e, ao estabelecer a “proibição de morrer”, convida os cidadãos a se “preocuparem com a saúde”, explicou nesta quinta-feira, 6, o prefeito da cidade, Davide Zicchinella.

Prefeito proibiu moradores de Sellia, na Calábria, de morrer

Prefeito italiano proibiu moradores de Sellia, na região da Calábria, de morrer (Foto: Reprodução/vacanzeincalabria.it)

“Nós fizemos esta ordem não para brincar, mas seriamente. Porque Sellia, como muitos locais do sul da Itália, sofre com o despovoamento”, defendeu o regedor da ordem, pediatra de profissão.

Zicchinella afirmou que foi criado “todo um sistema para cuidarmos da saúde de nossos cidadãos” com a abertura de um centro de saúde, um ambulatório e uma rede de transporte de pessoas ao hospital mais próximo, de Catanzaro.

Em troca destes serviços, os cidadãos deverão cuidar de sua saúde a fim de manter este serviço e de deter o despovoamento no lugar. “A vida é um valor universal, mas em uma cidade pequena cada um deve cuidar de sua própria saúde porque, além de ter um valor por si mesma, tem um valor coletivo. Se uma cidade for diminuindo, não pode continuar de pé”, sustentou.

Ainda de acordo com a ordem, os que não cuidam da saúde deverão, simplesmente, pagar mais impostos. Perguntado sobre como identificará os moradores que não se cuidam, o pediatra garantiu que a prefeitura “tem registros, sabe quem faz exames e quem não, quem se cuida ou se descuida”.

Na Itália, a idade média dos moradores supera os 44 anos, segundo o Instituto de Estatísticas italiano, Istat, e a população registra nos últimos anos um crescimento praticamente nulo que tem como consequência uma população envelhecida. / EFE

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