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Projeto de pagamento de subsídio a transexuais causa polêmica na Argentina

Redação Internacional

26 Novembro 2014 | 07h00

BUENOS AIRES –  Um projeto de lei apresentado por uma legisladora de Buenos Aires que propõe o pagamento de um subsídio mensal de 8 mil pesos (R$ 2.370) a transexuais com mais de 40 anos causou rebuliço na Argentina.

A iniciativa apresentada há mais de um ano pela legisladora kirchnerista María Rachid só despertou a polêmica ao ser divulgada nesta terça-feira, 25, pela imprensa local.

A promotora do projeto esclareceu que “a proposta estabelecia o pagamento de 2.400 pesos (R$ 710), expressados, como em todo projeto, em unidades fixas, mas o valor triplicou em um ano”.

“Agora, o governo da Província de Buenos Aires (a conservadora Proposta Republicana, Pró) diz que queremos pagar 8 mil pesos”, argumentou à agência Efe a legisladora portenha.

Rachid defendeu o projeto, elaborado em conjunto com a Federação Argentina de lésbicas, gays, bissexuais e trans (FALGBT), justificando que os transexuais de meia idade são “sobreviventes”.

“A vida média de pessoas trans é de 35 a 40 anos por viverem em uma situação de extrema marginalização, impossibilitados de se inserirem no mercado de trabalho”, explicou.

Rachid afirmou que a medida beneficiaria menos de cem transexuais de ambos os sexos em toda Buenos Aires.

A legisladora criticou o tratamento dado à iniciativa na capital argentina, onde o kirchnerismo é minoria na Legislatura local, mas não descartou que possa ser levado a um debate nacional em algum momento.

“O projeto não está nem em comissão e não acho que será discutido, como ocorre com outros tantos que também ficam no caminho, como a lei integral de adultos idosos, mas tomara que chegue ao Senado algum dia”, afirmou Rachid. / EFE