QUARTA-FEIRA: Veja tudo o que aconteceu na guerra civil da Líbia em 24 de agosto
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QUARTA-FEIRA: Veja tudo o que aconteceu na guerra civil da Líbia em 24 de agosto

João Coscelli

24 de agosto de 2011 | 23h59

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Acompanhe pelo Radar Global as principais informações da guerra na Líbia, que chegou em um ponto crítico no final de semana com a nova investida rebelde contra Muamar Kadafi. Na terça-feira, os insurgentes tomaram o quartel-general do ditador, situado em Bab al-Aziziya, no sul da capital Trípoli, mas o paradeiro do coronel, que jurou lutar até a morte, ainda é desconhecido. Os jornalistas Andrei Netto e Lourival Sant’Anna, de O Estado de S. Paulo, estão na Líbia.

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HORÁRIO em Trípoli

QUARTA-FEIRA, 24 de agosto

22h57 – Mais informações sobre a tentativa dos Estados Unidos de liberar os fundos congelados para os rebeldes na Líbia neste link.

22h30 – Um pequeno resumo do que ocorreu nesta quarta na Líbia:

O Brasil será convidado pela França a participar de uma reunião para discutir o futuro da Líbia pós-Kadafi. O encontro ocorrerá em Paris, no dia 1º de setembro

– Quase toda Trípoli está nas mãos dos rebeldes. Apenas alguns locais seguem sob controle das tropas de Kadafi

– Os rebeldes ofereceram uma recompensa de 1,3 milhão de dinares (cerca de R$ 2,7 milhões) para quem lhes entregar Kadafi – vivo ou morto

– Os jornalistas estrangeiros que estavam presos no Hotel Rixos foram libertados. Em contrapartida, quatro repórteres italianos foram sequestrados, aparentemente pelas forças do ditador

– Cerca de 85% das missões diplomáticas da Líbia em todo o mundo reconhecem os rebeldes como o governo legítimo do país africano

– O vice-chefe da inteligência e o ministro da Saúde abandonaram o governo. O chanceler líbio admitiu que “a era de Kadafi acabou”

21h54 – Os Estados Unidos anunciaram que vão apoiar qualquer iniciativa para que os fundos líbios congelados por todo o mundo sejam liberados para o Conselho Nacional de Transição. São entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão que podem ser destinados aos rebeles, mas a decisão encontra resistência na África do Sul.

Segundo a CNN, o motivo seria uma “retribuição” do Congresso Nacional Africano a Kadafi, que financiou o partido, agora no poder, quando era um movimento de libertação contra o regime do apartheid.

A África do Sul informou que se opõe apenas à liberação de todos os ativos, e não de parte deles. Os Estados Unidos já disseram que pretendem levar o assunto a votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

21h43 – Segundo Cesário Melantônio, embaixador brasileiro no Egito e também responsável pela Líbia, ainda há focos de resistência em Trípoli, o que torna a capital líbia um local instável e inseguro. Ouça as impressões do diplomata, que conversou com a rádio Estadão ESPN.

21h20 – Capas dos jornais britânicos da quinta-feira.


THE TIMESCidade da esperança e do medo


THE INDEPENDENTTerror em Trípoli enquanto leais a Kadafi lutam até a morte


THE GUARDIANDentro do despedaçado coração do governo de Kadafi


FINANCIAL TIMES‘Tudo está fechado. Na verdade, não há segurança em Trípoli’

20h36 – Andrei Netto, enviado especial do Estado à Líbia, foi ao complexo de Kadafi em Bab al-Azizia e registrou algumas imagens do local após a tomada dos rebeldes. Veja abaixo algumas das fotos.

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20h03 – Os rebeldes agora lutam contra o principal comandante militar de Kadafi, segundo informações passadas por um porta-voz da insurgência ao canal Al-Arabiya. Abdul Rahman Al Sayd, chefe do Exército da Líbia, ainda defende sua fazenda em Trípoli.

19h47 – Jonathan Whittal, da ONG Médicos Sem Fronteiras, disse à BBC que os hospitais em Trípoli estão “completamente cheios, com a capacidade lotada para cuidar dos feridos, mas também lidando com as emergências comuns que não cessam em tempos de conflito”.

19h31 – O Ministério de Exteriores da Itália já acionou sua equipe para tentar solucionar a “crise” dos jornalistas sequestrados na Líbia. O governo italiano era considerado próximo de Trípoli, mas após o agravamento da guerra civil no país africano, Roma se uniu às operações da Otan e causou revolta no regime de Kadafi.

19h14 – Chade e Burkina Fasso, dois países alinhados com a Líbia, reconheceram o governo dos rebeldes como legítimo. O governo burquinense, porém, admitiu que pode dar asilo a Kadafi se o ditador desejar, segundo informou Djibril Bassole, ministro de Exteriores do país.

19h03 – Para Chávez, a queda do regime de Kadafi dará início a uma tragédia na Líbia. O presidente venezuelano, um dos poucos que se mostra abertamente ao lado do ditador líbio, afirma que a operação no país africano é “uma loucura do império europeu e do império ianque”, referindo-se à União Europeia e aos Estados Unidos.

Chávez também denunciou ataques e saques contra a embaixada venezuelana em Trípoli, mas o embaixador de Caracas posteriormente afirmou que foi sua residência oficial que foi alvo da ação de “grupos armados”.

18h47 – Matthew Chance (@mchancecnn), da CNN, um dos jornalistas que ficou preso no Hotel Rixos, twittou as seguintes mensagens há pouco.

“A crise acabou quando os homens do hotel perceberam que a Líbia fora do hotel não era mais a Líbia que conheciam. Eles entregaram suas armas e pediram desculpas “

“No final, sentimos pena dos guardas. Tudo o que eles conheciam era o regime de Kadafi. Demorou um pouco para eles perceberem que (o regime) tinha desmoronado. Uma transição memorável”

18h29 – Sharon VanDyke, a mãe de um jovem escritor e jornalista americano desaparecido na Líbia desde março, disse hoje que os dois conversaram por telefone e que ele contou que fugiu de uma prisão em Trípoli. Segundo a AP, o rapaz, de 32 anos, Matthew, disse à mãe que estava em uma solitária em Abu Sali, na capital líbia, e que outros detentos o ajudaram a escapar. O blog do Baltimore Sun relatou a história.

18h24 – Cenas de Trípoli. Um rebelde armado aparece na foto abaixo dentro da casa destruída de Al-Saadi Kadafi, um dos filhos do ditador líbio.

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18h10 -As celebrações pela queda iminente do regime de Muamar Kadafi, na maioria pacíficas, continuam ocorrendo em diversas capitais, diante de escritórios diplomáticos da Líbia no exterior. Veja algumas imagens na galeria abaixo (seleção de imagens: Natália Russo, da editoria de fotografia do estadão.com.br).

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18h06 – O editor de Internacional do Avvenire, Fabio Carminati, disse em uma entrevista por telefone à Sky TG24 TV que o repórter do jornal, Claudio Monici (na foto abaixo), ligou para a redação para dizer que os quatro jornalistas estavam bem e haviam sido levados para uma casa. “Monici disse ‘Estamos bem. Ligue para nossas famílias. Ligue para o Ministério de Exterior. Ligue para nossos jornais’”, relatou o editor ao canal de TV. Ele também disse que o repórter contou que os objetos pessoais, dinheiro e telefones dos jornalistas haviam sido confiscados.

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18h01 – Os jornais italianos cujos profissionais foram sequestrados divulgaram há pouco detalhes sobre o incidente. De acordo com o portal do Corriere della Sera, de Milão, os quatro correspondentes foram parados pelo que seria um grupo de civis, que depois os “entregou a soldados fiéis a Kadafi, que os levaram para uma residência privada”, de acordo com a AP. O jornalista do Avvenire, veículo ligado à Conferência de Bispos Católicos, teria feito contato com a redação apenas horas mais tarde.

17h43 – O principal front da batalha parece ter passado de Trípoli para Sirte, no centro do país, cidade natal de Kadafi. Lá, os rebeldes ainda não chegaram perto do complexo do ditador – cujo paradeiro ainda é desconhecido. Os opositores, segundo a BBC, admitiram que não terão controle pleno do país enquanto o coronel não for capturado.

17h29 – Cenas de Trípoli. A residência de Kadafi foi invadida pelos rebeldes e civis, que estão levando diversos objetos do local. Alguns deles, porém, aproveitam para descontrair um pouco. Na foto abaixo, um rebelde registra a imagem de outro posando em um sofá com uma estátua de ouro de uma sereia com o rosto de Aisha Kadafi, filha do ditador.

17h22 – A União Europeia pediu a libertação dos jornalistas italianos. “Esperamos que eles sejam libertados sãos e salvos o mais rápido possível”, disse um porta-voz da chefe da diplomacia do bloco, Catherine Ashton.

17h00 – Pouco sobrou do complexo de Kadafi em Trípoli. Os rebeldes destruíram tudo o que consideravam “símbolos do regime”. Veja neste vídeo da Al-Jazira gravado diretamente de Bab al-Azizia.

16h51 – Lisandra Paraguassu, repórter do Estado na sucursal de Brasília, informa que o Itamaraty ainda não recebeu nenhum convite oficial da França para a participação da reunião do dia 1º de setembro em Paris para discutir o futuro da Líbia. O governo brasileiro, porém, confirmou que estará presente no encontro se for convidado.

16h40 – O cônsul italiano em Benghazi, Guido de Sanctis, conseguiu falar com um dos jornalistas capturados. De acordo com o Corriere della Sera, os correspondentes “estão bem” e receberam “comida e bebida” depois do pôr-do-sol.

16h13 – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, um dos únicos que tem se postado abertamente em defesa de Kadafi, disse há pouco que “hordas” de pessoas “atacaram e saquearam” a embaixada de seu país em Trípoli. Ele pediu “respeito ao território venezuelano”.

16h06 – Andrei Netto, enviado especial do Estado à Lìbia, publicou em seu Twitter (@AndreiNetto) há pouco:

Sobre o sequestro dos jornalistas italianos: O governo italiano confirmou há pouco o sequestro de quatro jornalistas italianos por tropas kadafistas em Zawiyah. Jornalistas em Trípoli estão chocados com o desaparecimento do grupo de italianos. Não surpreende, mas choca. Todo o cuidado do mundo…

Sobre os combates na capital: Não há combates neste momento em Trípoli, ao menos não de grande amplitude. Os disparos pararam há cerca de 45 minutos. Uma das explicações para a interrupção dos combates é o Ramadã. São 20h na Líbia, momento de repouso e de alimentação após o jejum do dia.

15h49 – A agência de notícias ANSA informou que quatro jornalistas italianos foram capturados por militares leais a Kadafi. Eles são Elisabetta Rosaspina e Giuseppe Sarcina, ambos do Corriere della Sera, Domenico Quirico, do La Stampa, e Claudio Monici, que trabalha para o jornal católico Avvenire.

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Sequestrados: Elisabetta Rosaspina, Giuseppe Sarcina, Claudio Monici e Domenico Quirico

De acordo com a agência, eles viajavam de Zawiyah a Trípoli de carro, quando um grupo de soldados parou o veículo, matou o motorista e levou os quatro repórteres. As tropas do ditador permitiram que Monici ligasse para seu jornal e avisasse do sequestro. Ele disse que ele e seus colegas estão bem.

15h09 – A preocupação da Otan e dos rebeldes agora é a segurança dos civis. Segundo a CNN, as forças de Kadafi entraram em um vilarejo ao leste do aeroporto de Trípoli e estão lançando ataques a partir do local. A aliança e os insurgentes cercam a área, mas não atacam por temer causar mortes e danos entre os civis.

14h52 – Imagem da reunião entre o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o chefe do Conselho Nacional de Transição, Mahmoud Jibril. Após o encontro, o francês anunciou que em 1º de setembro será realizada a “Conferência dos Amigos da Líbia” em Paris para discutir os rumos do país africano após a queda de Kadafi. Ele manifestou a vontade de convocar seus amigos “brasileiros, russos, chineses e indianos”, referindo-se aos países que formam o Brics.

14h30 – Os Estados Unidos manifestaram profunda preocupação sobre o arsenal líbio na terça-feira. Há pouco, porém, o porta-voz do Pentágono, David Lapan, confirmou que as autoridades americanas garantem que as armas estão a salvo e que há uma grande operação de vigilância sobre elas.

14h13 – A CNN disse há pouco que há especulações de que Muamar Kadafi estaria escondido em uma fazendo ou próximo do aeroporto da capital Trípoli. Os insurgentes seguem procurando pelo ditador. A oposição se prepara, disse a TV, para transferir ministros para a capital.

13h54 – Líbios no mundo. Crianças e adultos líbios vivendo no Zimbábue participam de protesto pacífico contra o regime de Kadafi, diante da Embaixada líbia em Harare.

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13h40 – Ouça, no vídeo abaixo, o áudio da entrevista (em inglês) que o chanceler líbio, Abdul Ati al-Obeidi, concedeu à rede britânica Channel 4, na qual afirma que o reinado de Muamar Kadafi “acabou”. Al-Obeidi é ministro de Relações Exteriores do regime de Kadafi e disse que não teme pela própria segurança. Para ele, o ditador “esgotou todas as opções”.

13h20 – Cenas de Trípoli. Rebelde posa para fotografia no alto de estátua-símbolo do regime de Kadafi, na qual uma mão esmaga um caça americano. O homem tem a bandeira pré-Kadafi, em uma mão, e uma arma na outra.

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12h51 – A imagem abaixo, capturada de um vídeo, mostra o momento em que um dos jornalistas libertados do hotel Rixos chega a outro hotel em Trípoli, em um carro da Cruz Vermelha. Os correspondentes internacionais ficaram detidos contra a própria vontade no hotel, uma espécie de base de porta-vozes do regime de Kadafi, por cinco dias. Foram soltos hoje. Segundo a AP, muitos choravam ao reencontrar colegas no hotel Corinthia.

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12h38 – Os rebeldes ofereceram uma recompensa de 2 milhões de dinares líbios (cerca de 1,7 milhão de dólares ou R$ 2,7 milhões) para quem entregar o ditador Muamar Kadafi, vivo ou morto. De acordo com a Reuters, os insurgentes ofereceram anistia a quem capturar ou matar Kadafi. Mustafa Abdel Jalil anunciou o “prêmio” em uma coletiva hoje.

12h30 – De Nova York, o correspondente do estadão.com.br Gustavo Chacra compara a situação dos líderes sírio e líbio. Para Chacra, a situação do presidente da Síria, Bashar al-Assad, “é bem melhor do que era a de Kadafi”, na Líbia.

12h15 – A AP disse que não estava claro quando a entrevista com o chanceler líbio, Abdul Ati al-Obeidi, foi gravada. Mas, de acordo com o Channel 4, o áudio teria sido feito depois do pronunciamento de Kadafi na noite de terça. Além de afirmar que o reinado do ditador “acabou”, Al-Obeidi disse não temer pela própria segurança. “Eu acho que (os rebeldes) têm uma boa impressão a meu respeito, eles me conhecem”, disse o ministro. “Acho que eles não vão me ferir ou ferir a minha família”.

12h – Acompanhe mais informações da Líbia diretamente no Twitter de jornalistas que estão no país:

@lsantanna – Lourival Sant’Anna, enviado especial do Estado à Líbia
@Jonny_Hallam Jonny Hallam,
produtor da BBC em Benghazi
@mchancecnn Mathew Chance,
correspondente da CNN em Trípoli
@Tom_Rayner Tom Rayner,
repórter da Sky News em Trípoli
@pdanahar Paul Danahar,
chefe da sucursal da BBC no Oriente Médio
@sarahsidnerCNN – Sarah Sidner,
repórter da CNN em Trípoli

11h51 – Os jornalistas estrangeiros que estavam detidos no hotel Rixos, em Trípoli, foram soltos, segundo a CNN. Um número não confirmado de profissionais que fazem a cobertura para redes internacionais estava sendo mantido refém no local, que também abriga funcionários do regime de Kadafi.

Segundo a AP, os jornalistas estavam sob a mira de dois guardas armados com AK-47s. Os guardas estariam “nervosos” e se recusariam a abandonar os postos apesar de os rebeldes terem tomado a cidade.

O correspondente da CNN Matthew Chance disse que “todos estão bem, não há feridos”. Ele escreveu em sua conta no Twitter que “a crise do Rixos terminou, estão todos fora” (do hotel). Pouco antes, ele relatara a chegada dos rebeldes ao local. Veja abaixo imagens dos jornalistas no hotel, na terça. Na segunda foto, o aviso na parede, em árabe, diz: “Não atirem, somos da imprensa”.

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11h44 – A AP acaba de informar que o ministro de Exterior da Líbia, Abdul Ati al-Obeidi, disse que o regime de Kadafi “acabou”. Al-Obeidi falou à rede britânica de TV Channel 4 a partir de Trípoli. Ele disse ainda que não está em contato com outros integrantes do governo de Muamar Kadafi e que parece que o ditador “esgotou todas as suas opções”.

11h30 – Cenas de Trípoli. Na foto abaixo, caricaturas de Kadafi e do filho do ditador, Saif al-Islam Kadafi, são vistas em um muro da capital. Em árabe, o texto: “Muamar, o macaco e Saif, o porco”.

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11h10 – Com a tomada da maior parte da Líbia pelos rebeldes, milhares de pessoas começaram a cruzar a fronteira com a Tunísia de volta para a capital, segundo a Efe.

10h45 – Os rebeldes disseram há pouco que Muamar Kadafi já perdeu o controle de 95% da Líbia. Abdallah Abu Afra, porta-voz do braço militar do Conselho de Transição Nacional, disse à Al-Jazira, segundo a Reuters, que “quem governa a Líbia é quem controla Bab al-Azizia”, em referência ao complexo de Kadafi tomado na terça. Segundo ele, “o regime de Kadafi está 95% acabado, 95% está sob controle rebelde”. Afra disse ainda que “para nós, Kadafi acabou”.

9h50 – Ainda na versão impressa do Estado de hoje, leia Otan enviou armas a rebeldes no oeste da Líbia, texto do jornalista Andrei Netto, que também está na Líbia. De Zintan, ele explica a virada de jogo dos insurgentes ao serem armados pela aliança ocidental.

9h40 – O infográfico abaixo mostra como foi a ofensiva que resultou na tomada do complexo de Bab al-Azizia, em Trípoli, e como ficaram algumas das instalações do quartel-general de Kadafi depois da entrada dos insurgentes.

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9h38 – Leia na edição impressa do jornal O Estado de S. Paulo de hoje reportagem de Lourival Sant’Anna, enviado especial a Jadu, na Líbia. O jornalista conversou com um insurgente que comandou 50 homens na tomada do quartel-general de Kadafi em Trípoli. Segundo Khalifa Youssef, a bandeira branca usada do lado de dentro do portão do complexo de Bab al-Azizia era uma armadilha.

9h31 – Depois da tomada do complexo de Kadafi, na terça-feira, um carrinho de golfe virou troféu dos rebeldes. O veículo era usado pelo ditador e, como conta a BBC, ele foi filmado no começo do ano desfilando no carrinho pelas ruas de Trípoli – quando muitos especulavam que ele havia fugido do país. Assista ao vídeo da BBC Brasil.

 

9h18 – O enviado especial do jornal O Estado de S. Paulo à Líbia, Lourival Sant’Anna, escreveu há pouco no Twitter que os rebeldes estão consolidando o controle sobre Trípoli e seus arredores. Mas, segundo ele, “a situação ainda é instável”. Sant’Anna está a 9km do complexo de Kadafi tomado na terça.

9h14 – O líder do Conselho Nacional de Transição, Mustafa Abdel Jalil, disse nesta quarta-feira, 24,que o país terá eleições livres em breve. O plano, segundo as declarações de Jalil ao jornal italiano La Repubblica, é que o pleito ocorra dentro de oito meses. “Nós queremos um governo democrático e uma Constituição justa. Sobretudo não queremos continuar isolados do mundo como tem sido até agora”, disse Jalil.

9hAcompanhe pelo Twitter de jornalistas que estão na região as últimas notícias sobre a Líbia.

@lsantanna – Lourival Sant’Anna, enviado especial do ‘Estado’ à Líbia
@Jonny_Hallam Jonny Hallam,
produtor da BBC em Benghazi
@mchancecnn Mathew Chance,
repórter da CNN no hotel Rixos
@Tom_Rayner Tom Rayner,
repórter da Sky News em Trípoli
@pdanahar Paul Danahar,
chefe da sucursal da BBC no Oriente Médio
@sarahsidnerCNN – Sarah Sidner,
repórter da CNN em Trípoli

8h43 – Nicolas Sarkozy deve se reunir hoje à tarde com Mahmoud Jibril, líder do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, informou o gabinete do presidente francês em um comunicado. Os dois vão conceder uma entrevista coletiva às 13h30 (horário de Brasília), disse a assessoria de Sarkozy.

8h39 – Rebeldes líbios acreditam que o ditador Muamar Kadafi ainda se encontra em Trípoli, segundo a Reuters.

00h45 – Procurado pelos rebeldes, o ditador Muamar Kadafi disse que a decisão em deixar o quartel-general em Trípoli foi uma ‘medida tática’.

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